Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Mulheres que conseguem monitorar seus ciclos têm 50% de chance a mais de prever quando estão ovulando Você planeja engravidar ou tem feito tentativas sem sucesso? Então, você precisa entender melhor a sua janela da fertilidade. Trata-se do intervalo de seis dias entre o início e o fim do período em que ocorre a ovulação. É durante essa fase do ciclo menstrual que estão as maiores chances de você conceber. Segundo Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, é nesse intervalo de cerca de seis dias que os óvulos atingem sua viabilidade máxima, ou seja, que apresentam as condições ideais para a fertilização. “Entretanto, essa janela não é uma conta matemática. Esse período de maior fertilidade pode variar de um mês para o outro, de mulher para mulher. Por isso, é preciso conhecer o próprio corpo e contar com algumas ferramentas que podem ajudar nesses cálculos”, explica o médico. O melhor dia “Em geral, o período fértil se inicia no primeiro dia em que o muco cervical de torna mais claro e elástico, com intensa lubrificação, prolongando-se por pelo menos três dias. A janela da fertilidade ocorre num intervalo de, no máximo, seis dias, sendo os três primeiros dias os mais importantes para a concepção”, explica Dr. Edvaldo. Como está seu muco cervical? Além de você saber quando ocorre sua janela da fertilidade, é preciso aliar a isso o conhecimento sobre o seu muco cervical, substância produzida pelas glândulas do colo uterino a partir da secreção de hormônios em diferentes fases do ciclo menstrual. Segundo Dr. Edvaldo, observar o muco cervical é um método sem custo e personalizado para predizer a ovulação. “O pico da ovulação pode variar de forma considerável, mesmo em mulheres com ciclos regulares. Por isso, entender as características do muco ao longo do ciclo é muito importante para perceber o momento da ovulação”. Igual clara de ovo “As características do muco cervical variam de acordo com a fase do ciclo. A probabilidade de engravidar é maior quando o muco está claro, transparente, elástico e maior que 2,5 cm quando esticado com os dedos. Ao manipulá-lo, ele vai esticar e pode atingir até 10 cm, sendo que sua aparência lembra a clara do ovo”, exemplifica Dr. Edvaldo. Se você ainda não está convencida sobre a importância do muco cervical, um estudo mostrou que as mudanças do muco cervical ao logo do ciclo fértil conseguem predizer o dia específico para a concepção, tão bem quanto a temperatura basal ou o monitoramento do hormônio LH (hormônio luteinizante). As vantagens? É um método gratuito e não invasivo. Dr. Edvaldo ressalta que a presença do muco é de extrema importância, já que sua ausência pode indicar que a mulher não está ovulando. “A concepção depende da frequência sexual dentro da janela de fertilidade. Um casal saudável, sem nenhum tipo de intervenção médica, pode demorar até um ano para conceber ou 12 ciclos menstruais. Depois desse período, é preciso investigar se há algo que impeça a gravidez em ambos”, reforça o ginecologista. Vale lembrar ainda que há outros fatores que podem interferir na taxa de fertilidade, como estresse, fumo, obesidade, idade e doenças que causam infertilidade. Fertilidade Natural Tudo que é natural, é melhor. Isso também pode ser aplicado à fertilidade. Quando não há nenhum fator físico que impeça a concepção, antes de partir para técnicas de reprodução assistida, o casal pode tentar o método de gestação natural. E na hipótese de ter algum fator físico, como uma tuba uterina obstruída, por exemplo, é possível corrigir visando à gestação natural. “Por meio de uma orientação monitorada pelo ginecologista, é possível identificar a janela de fertilidade para resgatar a capacidade de conceber naturalmente”, finaliza Dr. Edvaldo.

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Segundo pesquisa brasileira, diagnóstico pode demorar mais de 8 anos Um estudo publicado esse ano, no Journal of Pediatric & Adolescent Gynecology, apontou que a endometriose é a principal causa da cólica menstrual (dismenorreia) e da dor pélvica crônica em adolescentes. Porém, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a endometriose em adolescentes pode ser diferente do quadro clínico visto nas mulheres adultas. Como consequência, pode haver atraso no diagnóstico e no tratamento da doença. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada no Brasil, com mais de 3 mil mulheres, apontou que mais da metade das entrevistadas recebeu o diagnóstico, em média, em 8 anos. A média mundial é de 7 anos. A pesquisa foi realizada pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Gapendi (Grupo de Apoio a Mulheres com Endometriose e Infertilidade). Cólica incapacitante não é normal Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, cirurgião especializado no tratamento da endometriose, a dor pélvica é o principal sintoma da endometriose. “Essa dor pode se manifestar de diversas formas, como cólica menstrual intensa e incapacitante, dor pélvica crônica, alterações intestinais e urinárias, bem como infertilidade e dor na relação sexual”. “Essa pesquisa, que na verdade é uma revisão de diversos estudos, mostrou que dois terços das mulheres apresentam sintomas antes dos 20 anos de idade e uma em cada cinco apresenta dor antes dos 15 anos. Essas observações confirmam o que vemos no consultório. Entretanto, não é comum diagnosticar endometriose em adolescentes porque costumam pensar que a cólica menstrual é comum”, comenta Dr. Edvaldo. Como a doença é progressiva, as mulheres acabam procurando o médico quando o quadro já está mais avançado. “Infelizmente, muitos médicos ainda reforçam que a cólica menstrual é algo dentro do esperado. Entretanto, a cólica incapacitante não é normal e deve ser investigada por um ginecologista, principalmente se surgir nos primeiros anos da menstruação”, explica o médico. Muito além da cólica Estima-se que a endometriose afeta de 25% a 38,3% dos adolescentes com dor pélvica crônica. O que ocorre é que nem todas as mulheres apresentam sintomas. Nas adolescentes, muitas podem ser assintomáticas ou ainda ter uma apresentação atípica da doença. A endometriose pode causar muitos sintomas, nem sempre ligados ao sistema genital. “Sintomas urinários, como dor, perda de sangue, aumento da frequência da micção podem ocorrer. Na parte intestinal, pode haver aumento do trânsito intestinal ou  constipação, dor na evacuação e sangramento nas fezes”, diz Dr. Edvaldo. Na adolescência, a dor pélvica pode ser cíclica ou acíclica, sendo essa última não ligada ao ciclo menstrual. Ou seja, pode ocorrer em qualquer momento do mês. Vida normal O diagnóstico precoce é muito importante para retardar a progressão da doença. Quando não tratada, a endometriose pode levar à infertilidade na vida adulta, entre outras complicações. “Na adolescência o tratamento visa, principalmente, à retomada da funcionalidade. Isso quer dizer que precisamos dar condições dessa menina retomar suas atividades escolares e sociais com uma melhor qualidade de vida”, reforça Dr. Edvaldo. O tratamento deve ser adaptado para cada adolescente avaliando, extensivamente, os benefícios, riscos e alternativas, sejam essas medicamentosa ou cirúrgicas. Infelizmente, não há cura para a endometriose, mas há controle.