Verão é época propícia para quadros de candidíase

Verão é época propícia para quadros de candidíase

Quem não está contando as horas para o recesso de final de ano? Porém, é no verão que alguns cuidados com a saúde ficam de lado em nome da diversão. Um dos problemas mais comuns nesta época das férias de verão é a candidíase, infecção causada pelo fungo Candida albicans. Este micro-organismo está presente em estruturas como a flora intestinal, boca, aparelhos genitais e urinários. “Esse fungo, em quantidades normais, é importante para manter a saúde das estruturas que ele coloniza. Entretanto, quando se reproduz em demasia, pode causar a candidíase”, explica o ginecologista, Dr. Edvaldo Cavalcante. Por que no verão? A maioria das mulheres irá apresentar pelo menos um quadro de candidíase na vida. No verão ou em situações em que a mulher fica longos períodos com roupas molhadas, a região genital fica quente e úmida, ambiente ideal para a proliferação dos fungos” explica Dr. Edvaldo. A infecção é chamada de monilíase vaginal ou vulvoginite por cândida, sendo a forma mais comum da candidíase, que pode atingir outros locais do corpo. Os sintomas clássicos são coceira na vagina e no canal vaginal, corrimento branco, ardor local e para urinar e dor durante as relações sexuais. Tratamento “É muito importante tratar a candidíase e é preciso lembrar ainda que pode ser transmitida para o parceiro, portanto, no período de tratamento é preciso abster-se de manter relações sexuais e, em alguns casos, será preciso tratar o parceiro também”, comenta o ginecologista. Em geral, são usadas pomadas antifúngicas e antifúngicos orais. Prevenção No verão é preciso evitar ficar com roupas molhadas por muito tempo, especialmente maiô e biquíni. A areia também pode trazer micro-organismos contaminantes. A mulher precisa manter uma boa higiene íntima e, claro, procurar um médico se apresentar alterações na área íntima.  

Para que serve a histeroscopia cirúrgica?

Para que serve a histeroscopia cirúrgica?

A palavra histero vem do grego e quer dizer útero e scopia significa ver, portanto, a histeroscopia é uma técnica usada para visualizar a cavidade uterina. A histeroscopia pode ser diagnóstica ou cirúrgica. Hoje vamos falar um pouco mais sobre a cirúrgica. A histeroscopia cirúrgica é uma cirurgia minimamente invasiva, feita por meio da inserção de um histeroscópio, extremamente fino, na vagina e no colo do útero até a cavidade uterina. Portanto, é uma cirurgia sem incisões (cortes). Como os histeroscópios têm uma espessura mínima, o médico cirurgião consegue introduzi-los sem dilatação ou com dilatação mínima do colo do útero. Para melhor visualização, o cirurgião utiliza soro fisiológico como meio de distensão da cavidade uterina. O procedimento é guiado por meio de um monitor de vídeo, por isso também pode ser chamada de videohisteroscopia. O que ela pode tratar? A histeroscopia cirúrgica é indicada para tratar diversas condições que afetam o útero. Entre as principais estão: Pólipos endometriais e endocervicais Miomas submucosos Ressecção de sinéquias uterinas Ressecção de septos uterinos Remoção de DIU sem visualização dos fios Remoção de restos ovulares persistentes Ablação endometrial Laqueadura tubária Onde ela é feita? A histeroscopia cirúrgica é feita em ambiente hospitalar. A paciente é anestesiada e o médico irá definir qual a sedação mais adequada, podendo ser anestesia geral ou local (raqui ou peridural). O tempo médio de internação é de 12 horas, podendo ser liberada no mesmo dia do procedimento ou estender de acordo com complicações ou estado geral da paciente. Recuperação A recuperação é rápida, pois não há cortes e isso reduz os quadros dolorosos. Quando a dor aparece, irá lembrar a de uma cólica menstrual e pode ser resolvida com o uso de analgésicos. Pode ocorrer uma pequena perda de sangue nos dias seguintes ao procedimento, o que também é esperado. A mulher pode retomar suas atividades diárias dentro de dois a cinco dias após a cirurgia.