Cirurgia robótica pode aumentar chance de gravidez em mulheres com miomas

Cirurgia robótica pode aumentar chance de gravidez em mulheres com miomas

Cerca da metade das mulheres que são submetidas a uma miomectomia assistida por robô consegue engravidar após o procedimento. Além do aumento da chance de conceber, a cirurgia também melhora a taxa de nascimento: 78% das gestações resultaram em bebês nascidos vivos. Esses dados são de um estudo retrospectivo, realizado por pesquisadores do Nimes University Hospital, na França. Um dos benefícios mais importantes da miomectomia é que ela preserva o útero, ao contrário da histerectomia, cirurgia que remove o órgão. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 200 a 300 mil mulheres são submetidas à histerectomia todos os anos. Cerca de 40% a 60% ou mais dessas cirurgias são justamente para a retirada dos miomas. A histerectomia é segunda cirurgia ginecológica mais realizada em mulheres em idade reprodutiva, só perde mesmo para cesárea. Indicação correta De acordo com Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e cirurgião ginecológico, os benefícios da miomectomia assistida pelo robô são conhecidos e evidenciados pelos estudos. Porém, infelizmente, a cirurgia tem indicações muito específicas. “Quando o útero está com seu volume muito aumentado, quando há muitos miomas ou ainda quando os miomas são muito grandes, pode ser necessário realizar a miomectomia aberta”. Mas, tanto a miomectomia por laparoscopia, com ou sem robô, quanto à miomectomia aberta, tem como finalidade preservar o útero, principalmente nas mulheres em idade reprodutiva ou ainda naquelas que desejam manter o órgão. “A histerectomia pode ser necessária em alguns casos, porém esgotamos todos os recursos antes de fazer essa indicação”, explica Dr. Edvaldo. Miomas e infertilidade Miomas são os tumores pélvicos benignos mais comuns em mulheres em idade fértil. Levam esse nome porque se desenvolvem no miométrio, a camada média da parede uterina. Nem todos os miomas causam infertilidade. “Contudo, aqueles que crescem no interior da cavidade uterina podem dificultar a concepção, além de elevar o risco de abortamento”, explica o médico. Cirurgia Robótica no Brasil De acordo com dados da fabricante do equipamento, da Vinci®, o Brasil conta com 74 robôs cirúrgicos, a maioria em hospitais privados da região Sudeste. Embora nos últimos anos houve um crescimento das cirurgias assistidas pelo robô, existe a necessidade de aumento de médicos cirurgiões certificados e treinados, bem como a expansão do equipamento para outras regiões.

Severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

Severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, com infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology. O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60 a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos (ondas de calor) e suor noturno. “Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”. O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos. “Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Dr. Edvaldo. Início precoce ou tardio Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa). Janela de oportunidade Infelizmente, não há evidências cientificas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar nessa fase, melhor. Inclusive porque àquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta Dr. Edvaldo. “Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista. A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular. Alternativas aos hormônios De acordo com Dr. Edvaldo, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (Inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (Inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista. Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência. Quanto a esse estudo, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto. “Isso significa fazer check up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra Dr. Edvaldo.

Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Mulheres que conseguem monitorar seus ciclos têm 50% de chance a mais de prever quando estão ovulando Você planeja engravidar ou tem feito tentativas sem sucesso? Então, você precisa entender melhor a sua janela da fertilidade. Trata-se do intervalo de seis dias entre o início e o fim do período em que ocorre a ovulação. É durante essa fase do ciclo menstrual que estão as maiores chances de você conceber. Segundo Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, é nesse intervalo de cerca de seis dias que os óvulos atingem sua viabilidade máxima, ou seja, que apresentam as condições ideais para a fertilização. “Entretanto, essa janela não é uma conta matemática. Esse período de maior fertilidade pode variar de um mês para o outro, de mulher para mulher. Por isso, é preciso conhecer o próprio corpo e contar com algumas ferramentas que podem ajudar nesses cálculos”, explica o médico. O melhor dia “Em geral, o período fértil se inicia no primeiro dia em que o muco cervical de torna mais claro e elástico, com intensa lubrificação, prolongando-se por pelo menos três dias. A janela da fertilidade ocorre num intervalo de, no máximo, seis dias, sendo os três primeiros dias os mais importantes para a concepção”, explica Dr. Edvaldo. Como está seu muco cervical? Além de você saber quando ocorre sua janela da fertilidade, é preciso aliar a isso o conhecimento sobre o seu muco cervical, substância produzida pelas glândulas do colo uterino a partir da secreção de hormônios em diferentes fases do ciclo menstrual. Segundo Dr. Edvaldo, observar o muco cervical é um método sem custo e personalizado para predizer a ovulação. “O pico da ovulação pode variar de forma considerável, mesmo em mulheres com ciclos regulares. Por isso, entender as características do muco ao longo do ciclo é muito importante para perceber o momento da ovulação”. Igual clara de ovo “As características do muco cervical variam de acordo com a fase do ciclo. A probabilidade de engravidar é maior quando o muco está claro, transparente, elástico e maior que 2,5 cm quando esticado com os dedos. Ao manipulá-lo, ele vai esticar e pode atingir até 10 cm, sendo que sua aparência lembra a clara do ovo”, exemplifica Dr. Edvaldo. Se você ainda não está convencida sobre a importância do muco cervical, um estudo mostrou que as mudanças do muco cervical ao logo do ciclo fértil conseguem predizer o dia específico para a concepção, tão bem quanto a temperatura basal ou o monitoramento do hormônio LH (hormônio luteinizante). As vantagens? É um método gratuito e não invasivo. Dr. Edvaldo ressalta que a presença do muco é de extrema importância, já que sua ausência pode indicar que a mulher não está ovulando. “A concepção depende da frequência sexual dentro da janela de fertilidade. Um casal saudável, sem nenhum tipo de intervenção médica, pode demorar até um ano para conceber ou 12 ciclos menstruais. Depois desse período, é preciso investigar se há algo que impeça a gravidez em ambos”, reforça o ginecologista. Vale lembrar ainda que há outros fatores que podem interferir na taxa de fertilidade, como estresse, fumo, obesidade, idade e doenças que causam infertilidade. Fertilidade Natural Tudo que é natural, é melhor. Isso também pode ser aplicado à fertilidade. Quando não há nenhum fator físico que impeça a concepção, antes de partir para técnicas de reprodução assistida, o casal pode tentar o método de gestação natural. E na hipótese de ter algum fator físico, como uma tuba uterina obstruída, por exemplo, é possível corrigir visando à gestação natural. “Por meio de uma orientação monitorada pelo ginecologista, é possível identificar a janela de fertilidade para resgatar a capacidade de conceber naturalmente”, finaliza Dr. Edvaldo.

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Segundo pesquisa brasileira, diagnóstico pode demorar mais de 8 anos Um estudo publicado esse ano, no Journal of Pediatric & Adolescent Gynecology, apontou que a endometriose é a principal causa da cólica menstrual (dismenorreia) e da dor pélvica crônica em adolescentes. Porém, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a endometriose em adolescentes pode ser diferente do quadro clínico visto nas mulheres adultas. Como consequência, pode haver atraso no diagnóstico e no tratamento da doença. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada no Brasil, com mais de 3 mil mulheres, apontou que mais da metade das entrevistadas recebeu o diagnóstico, em média, em 8 anos. A média mundial é de 7 anos. A pesquisa foi realizada pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Gapendi (Grupo de Apoio a Mulheres com Endometriose e Infertilidade). Cólica incapacitante não é normal Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, cirurgião especializado no tratamento da endometriose, a dor pélvica é o principal sintoma da endometriose. “Essa dor pode se manifestar de diversas formas, como cólica menstrual intensa e incapacitante, dor pélvica crônica, alterações intestinais e urinárias, bem como infertilidade e dor na relação sexual”. “Essa pesquisa, que na verdade é uma revisão de diversos estudos, mostrou que dois terços das mulheres apresentam sintomas antes dos 20 anos de idade e uma em cada cinco apresenta dor antes dos 15 anos. Essas observações confirmam o que vemos no consultório. Entretanto, não é comum diagnosticar endometriose em adolescentes porque costumam pensar que a cólica menstrual é comum”, comenta Dr. Edvaldo. Como a doença é progressiva, as mulheres acabam procurando o médico quando o quadro já está mais avançado. “Infelizmente, muitos médicos ainda reforçam que a cólica menstrual é algo dentro do esperado. Entretanto, a cólica incapacitante não é normal e deve ser investigada por um ginecologista, principalmente se surgir nos primeiros anos da menstruação”, explica o médico. Muito além da cólica Estima-se que a endometriose afeta de 25% a 38,3% dos adolescentes com dor pélvica crônica. O que ocorre é que nem todas as mulheres apresentam sintomas. Nas adolescentes, muitas podem ser assintomáticas ou ainda ter uma apresentação atípica da doença. A endometriose pode causar muitos sintomas, nem sempre ligados ao sistema genital. “Sintomas urinários, como dor, perda de sangue, aumento da frequência da micção podem ocorrer. Na parte intestinal, pode haver aumento do trânsito intestinal ou  constipação, dor na evacuação e sangramento nas fezes”, diz Dr. Edvaldo. Na adolescência, a dor pélvica pode ser cíclica ou acíclica, sendo essa última não ligada ao ciclo menstrual. Ou seja, pode ocorrer em qualquer momento do mês. Vida normal O diagnóstico precoce é muito importante para retardar a progressão da doença. Quando não tratada, a endometriose pode levar à infertilidade na vida adulta, entre outras complicações. “Na adolescência o tratamento visa, principalmente, à retomada da funcionalidade. Isso quer dizer que precisamos dar condições dessa menina retomar suas atividades escolares e sociais com uma melhor qualidade de vida”, reforça Dr. Edvaldo. O tratamento deve ser adaptado para cada adolescente avaliando, extensivamente, os benefícios, riscos e alternativas, sejam essas medicamentosa ou cirúrgicas. Infelizmente, não há cura para a endometriose, mas há controle.

Falência Ovariana pode levar à menopausa antes dos 40 anos de idade

Falência Ovariana pode levar à menopausa antes dos 40 anos de idade

Apesar de todos os avanços da medicina, há aspectos da saúde humana que não imutáveis. Um deles é o ciclo reprodutivo da mulher. Inevitavelmente, após os 40 anos, a fertilidade da mulher diminui e por volta dos 51 anos, em média, ocorre a chamada menopausa, ou seja, a última menstruação da mulher. Entretanto, para cerca de 1 a 3% das mulheres com menos de 40 anos, a menopausa pode acontecer antes do tempo, devido à Falência Ovariana Prematura (FOP). O que é FOP? Segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Edvaldo Cavalcante, a FOP ocorre quando os ovários não funcionam como deveriam. “A FOP afeta a foliculogênese, ou seja, o processo de maturação de um folículo primordial em um folículo ovulatório. O folículo primordial é um oócito (célula que dá origem ao óvulo) envolvido por camadas de células protetoras. Eles são formados ainda na vida intrauterina. A principal função do folículo é proteger o oócito até seu crescimento e maturação, que só ocorre a partir da primeira menstruação”. “Entretanto, nem todos os folículos primordiais irão evoluir para folículos ovarianos. Durante o ciclo fértil, o FSH (hormônio folículo estimulante) é produzido para selecionar e estimular a maturação dos folículos. De todos os que são recrutados, apenas um é liberado para a fecundação, chamado de folículo dominante, ou simplesmente de óvulo”, explica Dr. Edvaldo. A FOP ocorre quando há níveis elevados de FSH nos exames associado à ausência de fluxo menstrual (amenorreia), antes dos 40 anos de idade. “O quadro é evidenciado pela diminuição da fertilidade natural. O que isso quer dizer? A mulher produz mais FSH do que deveria, porém não ovula e não menstrua, portanto não consegue engravidar”, diz Dr. Edvaldo. Causas podem ser genéticas e autoimunes A falência ovariana prematura é classificada em primária e secundária. Nas causas primárias entram as mutações genéticas, responsáveis por cerca de 5% dos casos. A mais conhecida de todas as síndromes causadas por alterações no cromossomo X é a síndrome de Turner, que afeta 1 em cada 2500 recém-nascidos do sexo feminino, em todo o mundo. “Essas alterações no cromossomo X podem causar diversas condições, como monossomia, trissomia, translocações, deleções ou os autossomos, prejudicando os processos de crescimento celular”, explica Dr. Edvaldo. Outra causa importante da FOP são as doenças autoimunes, que podem danificar os ovários, como o diabetes tipo 1, miastenia gravis, doenças da tireoide e reumatismo. Em aproximadamente 10% dos casos, a causa do mau funcionamento dos ovários é uma doença autoimune”, reforça o ginecologista. Já a FOP secundária pode ocorrer devido a infecções, ooforectomia bilateral, quimioterapia e radioterapia. “Em resumo, a FOP pode ocorrer de duas formas: quando há algum processo patológico que impede a formação dos folículos, mesmo que os mesmos estejam presentes ou ainda quando não há presença dos folículos primordiais, seja por alterações genéticas ou por doenças e tratamentos que levam à destruição folicular”, comenta Dr. Edvaldo. Diagnóstico pode demorar até 5 anos Quando a causa é desconhecida, o que ocorre em cerca de 65 % dos casos, o diagnóstico da FOP pode ser desafiador. “Excluindo o grupo das mulheres com alterações genéticas conhecidas, com doenças autoimunes ou aquelas que fizeram tratamentos como quimioterapia e radioterapia, os sinais e sintomas que antecedem a menopausa prematura podem não ser tão óbvios. Por isso, pode ser mais difícil chegar ao diagnóstico de forma precoce”, comenta Dr. Edvaldo. De acordo com a literatura e as evidências científicas, a maioria das mulheres diagnosticadas com FOP apresenta um histórico normal de ciclos menstruais e até mesmo de fertilidade antes da manifestação dos sintomas. Um sintoma que deve chamar a atenção é a falha em retomar a menstruação após parar de tomar pílulas anticoncepcionais ou até mesmo depois do parto “Além disso, mulheres com ciclos maiores que 35 dias (oligomenorreia) ou com ciclos com menos de 24 dias (polimenorreia) e sangramentos uterinos disfuncionais, também devem ser investigadas. Isso porque aproximadamente metade das mulheres com FOP apresenta função ovariana intermitente, ou seja, menstruações imprevisíveis”, acrescenta o ginecologista. Consequências da menopausa prematura “Como a FOP atinge mulheres mais novas, a principal consequência é a infertilidade. Muitas, inclusive, acabam descobrindo a condição quando tentam engravidar e não conseguem. Entretanto, o que mais preocupa é o aumento dos riscos de desenvolver outros problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares, depressão, estresse, osteoporose e disfunções sexuais”, reforça Dr. Edvaldo. O tratamento é individualizado e pode ser feito com reposição hormonal. Para aquelas que desejam engravidar, a fertilização in vitro com óvulos doados é a única opção.

Infertilidade na endometriose pode estar ligada a defeito em enzima

Infertilidade na endometriose pode estar ligada a defeito em enzima

 55% das mulheres com diagnóstico de endometriose apresentam infertilidade, de acordo com pesquisa brasileira A medicina ainda não conseguiu elucidar totalmente porque a endometriose pode levar à infertilidade (incapacidade de engravidar por métodos naturais) ou até mesmo de levar a gestação até o final. Porém, um novo estudo, que acaba de ser publicado no Science Translational Medicine, apontou que uma das possíveis causas da infertilidade associadas à endometriose pode ser uma desregulação em uma enzima essencial para a formação do embrião e para a gravidez, a HDAC3. A HDAC3 é uma das enzimas da família das histonas deacetilases, cruciais para diversos processos biológicos, principalmente no enrolamento da cromatina, que forma os fios que resultam nas moléculas de DNA. Há muitos anos os pesquisadores estudam as disfunções nas histonas. As mutações e defeitos nessa família de enzimas estão ligadas, por exemplo, ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer e de doenças hematológicas, como a leucemia e os linfomas. Enzima é essencial para implantação do embrião A pesquisa mostrou que a expressão da HDAC3 foi significativamente menor nas mulheres com o diagnóstico de endometriose em comparação com as mulheres saudáveis. Além disso, a evolução da endometriose está relacionada à diminuição progressiva da enzima, de acordo com os pesquisadores que usaram modelos animais para fazer essa análise. Segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Edvaldo Cavalcante, o estudo apontou que a deficiência da enzima prejudica a implantação do embrião na parede do útero. “A falta da enzima ou sua expressão irregular altera a decidualização. Trata-se de uma reação que ocorre na segunda semana da gestação, depois que o óvulo desce das tubas uterinas em direção ao útero para se implantar no endométrio”, explica o especialista. Porém, Dr. Edvaldo ressalta que apesar da relação da HDAC3 com a implantação do embrião no útero, a pesquisa não foi capaz de mostrar uma relação específica da disfunção da enzima com a infertilidade relacionada à endometriose. “O estudo foi importante para que novas descobertas, principalmente na área da genética, possam elucidar a infertilidade nas mulheres com endometriose, já que se trata de uma comorbidade com alto índice de prevalência. Inclusive, esta alta prevalência foi confirmada por nossa pesquisa no ano passado, realizada com 3 mil brasileiras”, comenta Dr. Edvaldo. “O que temos hoje, com base nas evidências científicas já muito bem estabelecidas, é que a infertilidade na endometriose está relacionada às alterações dos tecidos do aparelho reprodutor feminino, além da inflamação crônica, típica da patologia”, explica o ginecologista. Tratamento deve ser personalizado “Cada mulher deve ser tratada de forma individual. Nem todas terão dificuldades para engravidar. Além disso, muitas pacientes que passam pela cirurgia para remover as lesões da endometriose acabam engravidando naturalmente. Outras precisam recorrer aos métodos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro”, diz Dr. Edvaldo. Para o médico, que é especialista no tratamento cirúrgico e clínico da endometriose, assim como Médico Assistente do Setor de Algia Pélvica e Endometriose do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o mais importante é que o diagnóstico da endometriose seja feito de forma precoce. “A pesquisa mostrou que a evolução da doença está ligada à queda da expressão da HDAC3. Quanto mais a doença evolui, sem o tratamento adequado, mais danos ela pode causar à saúde da mulher, inclusive na fertilidade”. “O tratamento médico, que pode ser clínico ou cirúrgico, tem como foco aliviar os sintomas, principalmente a dor pélvica. Já a cirurgia, além de tratar a dor, pode ajudar a melhorar a fertilidade em vários casos, recuperando a fertilidade natural da mulher”, encerra Dr. Edvaldo.

Reversão da laqueadura é alternativa para quem quer engravidar naturalmente

Reversão da laqueadura é alternativa para quem quer engravidar naturalmente

Brasil tem a décima maior taxa de laqueadura do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) De acordo com um estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em 1986, as laqueaduras representavam quase 30% dos métodos contraceptivos usados no Brasil, ocupando o primeiro lugar no ranking. Em 2013, a esterilização feminina caiu para 19,2%. Entretanto, embora a taxa de laqueaduras tenha caído ao longo dos anos, um grande número de mulheres se arrepende desta solução definitiva de contracepção. Para o ginecologista e obstetra Dr. Edvaldo Cavalcante, especializado em cirurgias minimamente invasivas, esse arrependimento tem relação com as mudanças nas dinâmicas dos relacionamentos afetivos. “A laqueadura era muito comum nos 80 e 90, porque os casamentos duravam mais e a taxa de divórcios era menor. Outro ponto é que os casais costumavam ter dois ou mais filhos. Portanto, a laqueadura era uma decisão tomada com mais consciência”. “Hoje, o número de pessoas que se separam e se casam novamente aumentou de forma significativa. Com isso, a mulher pode querer ter um filho com o novo parceiro e se arrepender pela escolha da laqueadura. Ou ainda se a mulher tomou essa decisão muito nova, quando tinha apenas um filho, por exemplo, também pode querer gestar anos mais tarde”, reflete Dr. Edvaldo. É possível reverter a laqueadura? A boa notícia é que graças aos avanços das técnicas cirúrgicas, a reversão da laqueadura, cujo nome médico é reanastomose tubária, tem se mostrado um método importante para reverter a esterilização feminina. “O desenvolvimento e o aprimoramento das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, assim como a chegada da cirurgia robótica na área ginecológica, foram os pontos-chaves para transformar a reanastomose tubária em uma alternativa eficaz para engravidar em muitos casos. Principalmente quando a mulher não deseja passar por procedimentos como a fertilização in vitro (FIV)”, comenta Dr. Edvaldo. Mulheres mais novas tem taxas de gravidez mais altas Apesar da reversão da laqueadura ter ganhado espaço na medicina reprodutiva, há critérios que devem ser levados em consideração para realizar a cirurgia. “A idade da mulher é um dos principais, além da técnica usada para a laqueadura e o estado das tubas uterinas”, cita o ginecologista. Uma revisão de 37 estudos sobre a reanastomose tubária, publicado no jornal científico Human Reproduction Update, mostrou que a taxa de gravidez após a cirurgia variou de 42 a 69%. O estudo avaliou 10.689 mulheres. “Os pesquisadores apontaram que o único fator que afeta a concepção é a idade da mulher. Com o avançar da idade, menores são as chances de engravidar após a reversão da laqueadura”, comenta Dr. Edvaldo. Um outro estudo, realizado com 6.692 mulheres, também publicado no Human Reproduction, apontou que a taxa geral de gravidez após a reanastomose tubária foi de 69%. Essa pesquisa também confirmou que mulheres com menos de 30 anos tiveram uma taxa maior de sucesso em engravidar, atingindo 88% das participantes. Como saber se eu sou candidata à reversão da laqueadura? O ideal é procurar um cirurgião ginecológico especializado na técnica de reanastomose tubária (reversão da laqueadura), preferencialmente um profissional com experiência em cirurgia com microscopia e cirurgia minimamente invasiva. “O médico irá solicitar diversos exames para avaliar se a cirurgia é ou não recomendada. Assim, cada caso é tratado de forma individualizada. Nem todas as mulheres terão a indicação para reversão da laqueadura”, encerra Dr. Edvaldo. Vale lembrar ainda que a reversão de laqueadura não é coberta por nenhum plano de saúde, assim como não é realizada pelo sistema público de saúde. De qualquer maneira, o custo da cirurgia é relativamente menor quando comparado ao dos tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

Gravidez melhora os sintomas da endometriose?

Gravidez melhora os sintomas da endometriose?

Embora durante muito tempo, havia a crença de que a gravidez tinha um papel na melhora ou até mesmo na remissão dos sintomas da endometriose, um estudo recente, apresentado durante o VI Congresso Brasileiro de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva, que aconteceu em São Paulo, no mês de setembro, as evidências atuais disponíveis sugerem que a gestação não resulta em benefícios ou melhora dos quadros de endometriose. O estudo, publicado no jornal científico Human Reproduction, foi uma revisão da literatura disponível sobre gravidez e endometriose, entre os anos de 1966 e 2017. Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, médico assistente do Ambulatório de Algia Pélvica da Universidade Estadual de São Paulo (UNIFESP), a endometriose é cercada de mitos, sendo um deles a questão da gravidez como recurso para melhora dos sintomas. “O estudo mostrou que os resultados a respeito dos efeitos da gravidez na endometriose são controversos. Também apontou que há evidências crescentes de que a endometriose pode interferir no sucesso da gravidez. Assim, é preciso orientar corretamente as pacientes sobre o assunto”, comenta Dr. Edvaldo. “Isso porque em 55% dos casos, a endometriose pode levar à infertilidade. Além disso, enquanto algumas lesões da endometriose apresentam regressão durante a gravidez, outras podem permanecer estáveis ou ainda aumentarem. O único efeito claro é que na gravidez, por conta da amenorreia (cessação da menstruação), não surgem novos focos de endometriose”, ressalta o ginecologista. O estudo apresentado durante o Congresso não foi conclusivo e novas pesquisas serão feitas para entender os efeitos da gravidez nas mulheres com endometriose. Endometriose, aborto espontâneo e outras intercorrências na gravidez Quando se fala de gravidez e endometriose, há outros aspectos que precisam ser bem avaliados. Segundo um estudo, quando a mulher tem endometriose profunda, ou seja, a forma mais agressiva da doença, há taxas mais elevadas de placenta prévia, aborto espontâneo, restrição do crescimento intrauterino, parto prematuro e distúrbios hipertensivos. O que realmente melhora os sintomas da endometriose? “Nem todas as mulheres apresentam manifestações clínicas da endometriose. Outro ponto é que há pacientes com endometriose profunda sem sintomas e há outras com pequenos focos e manifestações importantes”, comenta Dr. Edvaldo. A dor pélvica crônica é a principal queixa e afeta cerca de 70% das mulheres diagnosticadas com a endometriose. O tratamento pode ser feito com medicamentos. Quando não há resposta ou ainda quando há contraindicação para o uso da terapia hormonal, a cirurgia é recomendada para remover os focos da endometriose. O procedimento também ajuda as mulheres que pretendem engravidar, já que esse grupo não pode usar os hormônios para alívio dos sintomas”, explica o cirurgião ginecológico. Por fim, Dr. Edvaldo lembra que a gravidez de uma mulher com endometriose deve ser acompanhada de perto, com cuidados mais intensos durante o pré-natal, em vista das evidências que sugerem os riscos aumentados de intercorrências.

Dança pode ajudar a aliviar os sintomas da endometriose

Dança pode ajudar a aliviar os sintomas da endometriose

Dor pélvica crônica, baixa autoestima, infertilidade, ansiedade e estresse. Estes são apenas alguns dos sintomas e condições ligados à endometriose, doença crônica, que afeta 1 em cada 10 mulheres em idade fértil. Segundo pesquisa realizada pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi), cerca de 90% das mulheres com o diagnóstico de endometriose sentem dor, em algum momento durante o mês. Mais da metade das 3 mil entrevistadas relatam estresse, ansiedade e 34% receberam diagnóstico de depressão. Dança: uma estratégia de enfrentamento De acordo com Dr. Edvaldo, por ser uma doença crônica, a endometriose exige que a mulher adote uma série de estratégias que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida e que ajudem a lidar de uma forma mais positiva com a condição. A dança é uma das melhores atividades físicas para quem sofre com a endometriose, segundo a psicóloga Fátima Bortoletti. “A dança faz uma conexão entre o corpo, as emoções e o cérebro. Isso porque dançar envolve a música, que ativa uma série de conexões neurais que fazem também uma conexão também motora com o corpo, estimulando a liberação de hormônios como a dopamina e a ocitocina, que geram sensação de prazer e bem-estar”, comenta Fátima. “O que nem todo mundo sabe é que os hormônios que a dança ajuda a liberar são mais fortes do que àqueles ligados ao mecanismo da dor. Como a dor é uma queixa muito constante nas mulheres com endometriose, a prática da dança pode ajudar a aliviar a dor, além de contribuir para a redução da ansiedade e do estresse”, comenta Fátima. Autoestima e interação social Como a pesquisa mostrou, a autoestima é o aspecto mais afetado pela endometriose. Além disso, 84% das mulheres entrevistadas citaram que deixam de realizar uma série de atividades por conta da doença, como por exemplo, sair com os amigos ou com o parceiro. “A dança, além de todos os benefícios já citados, também é uma atividade que promove a interação social. Muitas mulheres acabam se isolando socialmente, como mostrou a pesquisa e isso pode piorar os sintomas depressivos ou ansiosos. Portanto, dançar pode ser uma ótima estratégia para lidar com a endometriose de uma forma mais positiva”, cita Fátima. Segundo a psicóloga, a mulher deve procurar o estilo de dança quem mais combina com seu perfil. “A dança de salão é ótima, porque promove a interação social. Mas, o que importa mesmo é dançar, seja na sala de casa, em uma casa noturna ou em uma academia”, comenta a psicóloga. Outros recursos Entretanto, a dança é apenas um dos recursos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher com o diagnóstico da endometriose. “A dança é excelente, mas é importante que a mulher também pratique a meditação terapêutica em conjunto com a dança, além de outras intervenções”, cita Fátima. Fátima cita que mulheres com endometriose podem procurar profissionais especialistas em psiconeuroendocrinoimunologia, uma ciência interdisciplinar que estuda a ligação da mente, do comportamento e dos sistemas imunológico e endócrino. “Os pensamentos e as emoções afetam a resposta imunológica do corpo, o que impacta na saúde física. Para lidar com doenças crônicas é preciso prestar muita atenção às emoções e atitudes, pois elas afetam toda a bioquímica do organismo. Para a endometriose isso é fundamental, já que é uma doença ligada tanto aos hormônios, quanto ao sistema imunológico. Assim, recursos que possam melhorar ou equilibrar essa bioquímica são benéficos para essas mulheres”, finaliza Fátima.

Fadiga crônica atinge metade das mulheres com endometriose

Fadiga crônica atinge metade das mulheres com endometriose

Estudo mostrou que a prevalência da fadiga crônica em mulheres com endometriose é de 50.7%, enquanto que em mulheres sem o diagnóstico a prevalência é de 22.4% Um estudo publicado em junho, no jornal científico Human Reproduction, revelou que a prevalência da fadiga crônica é praticamente duas vezes maior em pacientes com endometriose em comparação com a população feminina em geral. Fadiga é o termo médico usado para definir o cansaço. A síndrome da fadiga crônica é caracterizada por um cansaço extremo e incapacitante, além de incluir outros sintomas, como dores musculoesqueléticas, insônia, dificuldade concentração e cefaleia, presentes por pelo menos seis meses ou mais. Afeta cerca de 3% da população em geral e as mulheres apresentam um risco maior de desenvolver a condição quando comparadas aos homens. Como o estudo foi realizado O estudo foi multicêntrico e avaliou 1.112 mulheres, sendo 560 diagnosticadas com endometriose e 560 sem o diagnóstico. Além da pesquisa mostrar que cerca de metade das mulheres com endometriose apresenta a fadiga crônica, apontou que a condição está associada à depressão, insônia e estresse, independente da idade, do tempo até chegar ao diagnóstico e do estágio da doença. A conclusão dos pesquisadores é que uma vez que a fadiga crônica é duas vezes mais frequente em mulheres com endometriose, os médicos devem abordar o tema durante o acompanhamento clínico, pois o manejo da doença é mais direcionado para o controle da dor e para o tratamento da infertilidade, muitas vezes deixando de priorizar esses outros aspectos que também interferem na qualidade de vida das pacientes. Dor como fator de risco Segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Edvaldo Cavalcante, a dor crônica é um fator de risco importante para o desenvolvimento das comorbidades associadas à endometriose, como a depressão, fadiga crônica, estresse e ansiedade e distúrbios do sono. “Este estudo internacional mostrou que dor e depressão têm bastante influência no desenvolvimento da síndrome da fadiga crônica. Além disso, os pesquisadores descobriram que o estilo de enfrentamento da endometriose pode fazer diferença entre desenvolver ou não a síndrome”, comenta o ginecologista. As mulheres com endometriose que adotavam estratégias como praticar atividade física e ter um estado mental mais positivo, eram menos afetadas pela fadiga. Fadiga, inflamação e estresse Porém, a fadiga não é somente física. “A endometriose é uma doença inflamatória crônica, ou seja, as lesões da doença ativam as citocinas inflamatórias. O organismo procura combater essa inflamação e isso pode levar a um estado crônico de cansaço”, explica Dr. Edvaldo. Outra condição que leva o organismo à exaustão é o estresse crônico. O estresse é uma resposta normal do corpo quando passamos por uma situação desafiadora. Porém, o esperado é que voltar ao estado normal depois de um tempo, que pode variar de pessoa para pessoa. “Entretanto, há pessoas que vivem constantemente estressadas. Quando isso acontece, o corpo libera mais cortisol, aumenta a frequência cardíaca e respiratória, eleva a pressão arterial, piora a ansiedade e os níveis de concentração de glicose no sangue. Lidar com a dor, com a infertilidade e com todos os aspectos da endometriose pode levar a esse estado constante de estresse, aumentando o risco de desenvolver a síndrome da fadiga crônica”, explica Dr. Edvaldo. Dicas para prevenir a fadiga crônica Praticar atividade física: O estudo apontou que as mulheres com endometriose que praticavam atividade física tinham menos risco de apresentar a fadiga crônica. Cuidar da alimentação: Há estudos que apontam que certos alimentos podem piorar a inflamação crônica, portanto é ideal procurar um nutricionista que ajude a elaborar um cardápio próprio para quem tem endometriose. Gerenciar o estresse: Cuidar da saúde mental é muito importante. É preciso encontrar meios de lidar com o estresse. Praticar meditação, fazer psicoterapia, ter mais atividades de lazer, praticar o autocuidado, ouvir música, dançar, sair com os amigos, viajar ou ainda participar de grupos de mulheres com a endometriose são estratégias que podem ajudar a controlar o estresse. Dormir bem: O sono é crucial para a recuperação do organismo. Os distúrbios do sono devem ser tratados. Resiliência: Outros estudos já mostraram que encarar a endometriose de uma maneira mais positiva pode proteger a mulher de desenvolver as comorbidades. Procurar uma psicóloga, um grupo de ajuda e cultivar a espiritualidade podem ser ferramentas para alcançar esse objetivo.