Severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

Severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, com infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology. O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60 a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos (ondas de calor) e suor noturno. “Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”. O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos. “Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Dr. Edvaldo. Início precoce ou tardio Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa). Janela de oportunidade Infelizmente, não há evidências cientificas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar nessa fase, melhor. Inclusive porque àquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta Dr. Edvaldo. “Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista. A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular. Alternativas aos hormônios De acordo com Dr. Edvaldo, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (Inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (Inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista. Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência. Quanto a esse estudo, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto. “Isso significa fazer check up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra Dr. Edvaldo.

Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Tudo que Você Precisa Saber sobre a Janela da Fertilidade

Mulheres que conseguem monitorar seus ciclos têm 50% de chance a mais de prever quando estão ovulando Você planeja engravidar ou tem feito tentativas sem sucesso? Então, você precisa entender melhor a sua janela da fertilidade. Trata-se do intervalo de seis dias entre o início e o fim do período em que ocorre a ovulação. É durante essa fase do ciclo menstrual que estão as maiores chances de você conceber. Segundo Dr. Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, é nesse intervalo de cerca de seis dias que os óvulos atingem sua viabilidade máxima, ou seja, que apresentam as condições ideais para a fertilização. “Entretanto, essa janela não é uma conta matemática. Esse período de maior fertilidade pode variar de um mês para o outro, de mulher para mulher. Por isso, é preciso conhecer o próprio corpo e contar com algumas ferramentas que podem ajudar nesses cálculos”, explica o médico. O melhor dia “Em geral, o período fértil se inicia no primeiro dia em que o muco cervical de torna mais claro e elástico, com intensa lubrificação, prolongando-se por pelo menos três dias. A janela da fertilidade ocorre num intervalo de, no máximo, seis dias, sendo os três primeiros dias os mais importantes para a concepção”, explica Dr. Edvaldo. Como está seu muco cervical? Além de você saber quando ocorre sua janela da fertilidade, é preciso aliar a isso o conhecimento sobre o seu muco cervical, substância produzida pelas glândulas do colo uterino a partir da secreção de hormônios em diferentes fases do ciclo menstrual. Segundo Dr. Edvaldo, observar o muco cervical é um método sem custo e personalizado para predizer a ovulação. “O pico da ovulação pode variar de forma considerável, mesmo em mulheres com ciclos regulares. Por isso, entender as características do muco ao longo do ciclo é muito importante para perceber o momento da ovulação”. Igual clara de ovo “As características do muco cervical variam de acordo com a fase do ciclo. A probabilidade de engravidar é maior quando o muco está claro, transparente, elástico e maior que 2,5 cm quando esticado com os dedos. Ao manipulá-lo, ele vai esticar e pode atingir até 10 cm, sendo que sua aparência lembra a clara do ovo”, exemplifica Dr. Edvaldo. Se você ainda não está convencida sobre a importância do muco cervical, um estudo mostrou que as mudanças do muco cervical ao logo do ciclo fértil conseguem predizer o dia específico para a concepção, tão bem quanto a temperatura basal ou o monitoramento do hormônio LH (hormônio luteinizante). As vantagens? É um método gratuito e não invasivo. Dr. Edvaldo ressalta que a presença do muco é de extrema importância, já que sua ausência pode indicar que a mulher não está ovulando. “A concepção depende da frequência sexual dentro da janela de fertilidade. Um casal saudável, sem nenhum tipo de intervenção médica, pode demorar até um ano para conceber ou 12 ciclos menstruais. Depois desse período, é preciso investigar se há algo que impeça a gravidez em ambos”, reforça o ginecologista. Vale lembrar ainda que há outros fatores que podem interferir na taxa de fertilidade, como estresse, fumo, obesidade, idade e doenças que causam infertilidade. Fertilidade Natural Tudo que é natural, é melhor. Isso também pode ser aplicado à fertilidade. Quando não há nenhum fator físico que impeça a concepção, antes de partir para técnicas de reprodução assistida, o casal pode tentar o método de gestação natural. E na hipótese de ter algum fator físico, como uma tuba uterina obstruída, por exemplo, é possível corrigir visando à gestação natural. “Por meio de uma orientação monitorada pelo ginecologista, é possível identificar a janela de fertilidade para resgatar a capacidade de conceber naturalmente”, finaliza Dr. Edvaldo.

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Sintomas da endometriose podem surgir antes dos 15 anos de idade

Segundo pesquisa brasileira, diagnóstico pode demorar mais de 8 anos Um estudo publicado esse ano, no Journal of Pediatric & Adolescent Gynecology, apontou que a endometriose é a principal causa da cólica menstrual (dismenorreia) e da dor pélvica crônica em adolescentes. Porém, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a endometriose em adolescentes pode ser diferente do quadro clínico visto nas mulheres adultas. Como consequência, pode haver atraso no diagnóstico e no tratamento da doença. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada no Brasil, com mais de 3 mil mulheres, apontou que mais da metade das entrevistadas recebeu o diagnóstico, em média, em 8 anos. A média mundial é de 7 anos. A pesquisa foi realizada pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Gapendi (Grupo de Apoio a Mulheres com Endometriose e Infertilidade). Cólica incapacitante não é normal Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, cirurgião especializado no tratamento da endometriose, a dor pélvica é o principal sintoma da endometriose. “Essa dor pode se manifestar de diversas formas, como cólica menstrual intensa e incapacitante, dor pélvica crônica, alterações intestinais e urinárias, bem como infertilidade e dor na relação sexual”. “Essa pesquisa, que na verdade é uma revisão de diversos estudos, mostrou que dois terços das mulheres apresentam sintomas antes dos 20 anos de idade e uma em cada cinco apresenta dor antes dos 15 anos. Essas observações confirmam o que vemos no consultório. Entretanto, não é comum diagnosticar endometriose em adolescentes porque costumam pensar que a cólica menstrual é comum”, comenta Dr. Edvaldo. Como a doença é progressiva, as mulheres acabam procurando o médico quando o quadro já está mais avançado. “Infelizmente, muitos médicos ainda reforçam que a cólica menstrual é algo dentro do esperado. Entretanto, a cólica incapacitante não é normal e deve ser investigada por um ginecologista, principalmente se surgir nos primeiros anos da menstruação”, explica o médico. Muito além da cólica Estima-se que a endometriose afeta de 25% a 38,3% dos adolescentes com dor pélvica crônica. O que ocorre é que nem todas as mulheres apresentam sintomas. Nas adolescentes, muitas podem ser assintomáticas ou ainda ter uma apresentação atípica da doença. A endometriose pode causar muitos sintomas, nem sempre ligados ao sistema genital. “Sintomas urinários, como dor, perda de sangue, aumento da frequência da micção podem ocorrer. Na parte intestinal, pode haver aumento do trânsito intestinal ou  constipação, dor na evacuação e sangramento nas fezes”, diz Dr. Edvaldo. Na adolescência, a dor pélvica pode ser cíclica ou acíclica, sendo essa última não ligada ao ciclo menstrual. Ou seja, pode ocorrer em qualquer momento do mês. Vida normal O diagnóstico precoce é muito importante para retardar a progressão da doença. Quando não tratada, a endometriose pode levar à infertilidade na vida adulta, entre outras complicações. “Na adolescência o tratamento visa, principalmente, à retomada da funcionalidade. Isso quer dizer que precisamos dar condições dessa menina retomar suas atividades escolares e sociais com uma melhor qualidade de vida”, reforça Dr. Edvaldo. O tratamento deve ser adaptado para cada adolescente avaliando, extensivamente, os benefícios, riscos e alternativas, sejam essas medicamentosa ou cirúrgicas. Infelizmente, não há cura para a endometriose, mas há controle.

Falência Ovariana pode levar à menopausa antes dos 40 anos de idade

Falência Ovariana pode levar à menopausa antes dos 40 anos de idade

Apesar de todos os avanços da medicina, há aspectos da saúde humana que não imutáveis. Um deles é o ciclo reprodutivo da mulher. Inevitavelmente, após os 40 anos, a fertilidade da mulher diminui e por volta dos 51 anos, em média, ocorre a chamada menopausa, ou seja, a última menstruação da mulher. Entretanto, para cerca de 1 a 3% das mulheres com menos de 40 anos, a menopausa pode acontecer antes do tempo, devido à Falência Ovariana Prematura (FOP). O que é FOP? Segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Edvaldo Cavalcante, a FOP ocorre quando os ovários não funcionam como deveriam. “A FOP afeta a foliculogênese, ou seja, o processo de maturação de um folículo primordial em um folículo ovulatório. O folículo primordial é um oócito (célula que dá origem ao óvulo) envolvido por camadas de células protetoras. Eles são formados ainda na vida intrauterina. A principal função do folículo é proteger o oócito até seu crescimento e maturação, que só ocorre a partir da primeira menstruação”. “Entretanto, nem todos os folículos primordiais irão evoluir para folículos ovarianos. Durante o ciclo fértil, o FSH (hormônio folículo estimulante) é produzido para selecionar e estimular a maturação dos folículos. De todos os que são recrutados, apenas um é liberado para a fecundação, chamado de folículo dominante, ou simplesmente de óvulo”, explica Dr. Edvaldo. A FOP ocorre quando há níveis elevados de FSH nos exames associado à ausência de fluxo menstrual (amenorreia), antes dos 40 anos de idade. “O quadro é evidenciado pela diminuição da fertilidade natural. O que isso quer dizer? A mulher produz mais FSH do que deveria, porém não ovula e não menstrua, portanto não consegue engravidar”, diz Dr. Edvaldo. Causas podem ser genéticas e autoimunes A falência ovariana prematura é classificada em primária e secundária. Nas causas primárias entram as mutações genéticas, responsáveis por cerca de 5% dos casos. A mais conhecida de todas as síndromes causadas por alterações no cromossomo X é a síndrome de Turner, que afeta 1 em cada 2500 recém-nascidos do sexo feminino, em todo o mundo. “Essas alterações no cromossomo X podem causar diversas condições, como monossomia, trissomia, translocações, deleções ou os autossomos, prejudicando os processos de crescimento celular”, explica Dr. Edvaldo. Outra causa importante da FOP são as doenças autoimunes, que podem danificar os ovários, como o diabetes tipo 1, miastenia gravis, doenças da tireoide e reumatismo. Em aproximadamente 10% dos casos, a causa do mau funcionamento dos ovários é uma doença autoimune”, reforça o ginecologista. Já a FOP secundária pode ocorrer devido a infecções, ooforectomia bilateral, quimioterapia e radioterapia. “Em resumo, a FOP pode ocorrer de duas formas: quando há algum processo patológico que impede a formação dos folículos, mesmo que os mesmos estejam presentes ou ainda quando não há presença dos folículos primordiais, seja por alterações genéticas ou por doenças e tratamentos que levam à destruição folicular”, comenta Dr. Edvaldo. Diagnóstico pode demorar até 5 anos Quando a causa é desconhecida, o que ocorre em cerca de 65 % dos casos, o diagnóstico da FOP pode ser desafiador. “Excluindo o grupo das mulheres com alterações genéticas conhecidas, com doenças autoimunes ou aquelas que fizeram tratamentos como quimioterapia e radioterapia, os sinais e sintomas que antecedem a menopausa prematura podem não ser tão óbvios. Por isso, pode ser mais difícil chegar ao diagnóstico de forma precoce”, comenta Dr. Edvaldo. De acordo com a literatura e as evidências científicas, a maioria das mulheres diagnosticadas com FOP apresenta um histórico normal de ciclos menstruais e até mesmo de fertilidade antes da manifestação dos sintomas. Um sintoma que deve chamar a atenção é a falha em retomar a menstruação após parar de tomar pílulas anticoncepcionais ou até mesmo depois do parto “Além disso, mulheres com ciclos maiores que 35 dias (oligomenorreia) ou com ciclos com menos de 24 dias (polimenorreia) e sangramentos uterinos disfuncionais, também devem ser investigadas. Isso porque aproximadamente metade das mulheres com FOP apresenta função ovariana intermitente, ou seja, menstruações imprevisíveis”, acrescenta o ginecologista. Consequências da menopausa prematura “Como a FOP atinge mulheres mais novas, a principal consequência é a infertilidade. Muitas, inclusive, acabam descobrindo a condição quando tentam engravidar e não conseguem. Entretanto, o que mais preocupa é o aumento dos riscos de desenvolver outros problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares, depressão, estresse, osteoporose e disfunções sexuais”, reforça Dr. Edvaldo. O tratamento é individualizado e pode ser feito com reposição hormonal. Para aquelas que desejam engravidar, a fertilização in vitro com óvulos doados é a única opção.

Reversão da laqueadura é alternativa para quem quer engravidar naturalmente

Reversão da laqueadura é alternativa para quem quer engravidar naturalmente

Brasil tem a décima maior taxa de laqueadura do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) De acordo com um estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em 1986, as laqueaduras representavam quase 30% dos métodos contraceptivos usados no Brasil, ocupando o primeiro lugar no ranking. Em 2013, a esterilização feminina caiu para 19,2%. Entretanto, embora a taxa de laqueaduras tenha caído ao longo dos anos, um grande número de mulheres se arrepende desta solução definitiva de contracepção. Para o ginecologista e obstetra Dr. Edvaldo Cavalcante, especializado em cirurgias minimamente invasivas, esse arrependimento tem relação com as mudanças nas dinâmicas dos relacionamentos afetivos. “A laqueadura era muito comum nos 80 e 90, porque os casamentos duravam mais e a taxa de divórcios era menor. Outro ponto é que os casais costumavam ter dois ou mais filhos. Portanto, a laqueadura era uma decisão tomada com mais consciência”. “Hoje, o número de pessoas que se separam e se casam novamente aumentou de forma significativa. Com isso, a mulher pode querer ter um filho com o novo parceiro e se arrepender pela escolha da laqueadura. Ou ainda se a mulher tomou essa decisão muito nova, quando tinha apenas um filho, por exemplo, também pode querer gestar anos mais tarde”, reflete Dr. Edvaldo. É possível reverter a laqueadura? A boa notícia é que graças aos avanços das técnicas cirúrgicas, a reversão da laqueadura, cujo nome médico é reanastomose tubária, tem se mostrado um método importante para reverter a esterilização feminina. “O desenvolvimento e o aprimoramento das técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, assim como a chegada da cirurgia robótica na área ginecológica, foram os pontos-chaves para transformar a reanastomose tubária em uma alternativa eficaz para engravidar em muitos casos. Principalmente quando a mulher não deseja passar por procedimentos como a fertilização in vitro (FIV)”, comenta Dr. Edvaldo. Mulheres mais novas tem taxas de gravidez mais altas Apesar da reversão da laqueadura ter ganhado espaço na medicina reprodutiva, há critérios que devem ser levados em consideração para realizar a cirurgia. “A idade da mulher é um dos principais, além da técnica usada para a laqueadura e o estado das tubas uterinas”, cita o ginecologista. Uma revisão de 37 estudos sobre a reanastomose tubária, publicado no jornal científico Human Reproduction Update, mostrou que a taxa de gravidez após a cirurgia variou de 42 a 69%. O estudo avaliou 10.689 mulheres. “Os pesquisadores apontaram que o único fator que afeta a concepção é a idade da mulher. Com o avançar da idade, menores são as chances de engravidar após a reversão da laqueadura”, comenta Dr. Edvaldo. Um outro estudo, realizado com 6.692 mulheres, também publicado no Human Reproduction, apontou que a taxa geral de gravidez após a reanastomose tubária foi de 69%. Essa pesquisa também confirmou que mulheres com menos de 30 anos tiveram uma taxa maior de sucesso em engravidar, atingindo 88% das participantes. Como saber se eu sou candidata à reversão da laqueadura? O ideal é procurar um cirurgião ginecológico especializado na técnica de reanastomose tubária (reversão da laqueadura), preferencialmente um profissional com experiência em cirurgia com microscopia e cirurgia minimamente invasiva. “O médico irá solicitar diversos exames para avaliar se a cirurgia é ou não recomendada. Assim, cada caso é tratado de forma individualizada. Nem todas as mulheres terão a indicação para reversão da laqueadura”, encerra Dr. Edvaldo. Vale lembrar ainda que a reversão de laqueadura não é coberta por nenhum plano de saúde, assim como não é realizada pelo sistema público de saúde. De qualquer maneira, o custo da cirurgia é relativamente menor quando comparado ao dos tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

Entenda porque a menopausa pode chegar antes do tempo

Entenda porque a menopausa pode chegar antes do tempo

A menopausa é definida como a última menstruação da mulher. Em média, isso ocorre aos 51 anos nos países ocidentais, como o Brasil. Porém, se a última menstruação acontecer entre os 40-44 anos, é considerada menopausa precoce. Segundo um artigo publicado no jornal científico Climateric, as consequências em longo prazo da menopausa precoce incluem diminuição da cognição, mudanças de humor, aumento do risco cardiovascular, perda da densidade óssea, disfunções sexuais, assim como aumento do risco de morte precoce. Por que isso pode acontecer? A menopausa pode chegar antes do tempo para cerca de 10% das mulheres por diversos fatores. Segundo o ginecologista e cirurgião ginecológico, Dr. Edvaldo Cavalcante, as causas são divididas entre naturais e aquelas induzidas por intervenções médicas, como a retirada dos ovários, medicamentos para tratar o câncer e quimioterapia, por exemplo. Veja abaixo alguns fatores de risco da menopausa precoce natural: Menarca aos 11 anos ou menos. Uma das causas naturais da menopausa precoce, segundo um estudo que avaliou 51 450 mil mulheres, é a idade precoce da menarca, ou seja, da primeira menstruação. No estudo, 7,6% das mulheres entraram na menopausa entre os 40 e 44 anos. Mulheres que menstruaram aos 11 anos ou menos têm maior chance de entrar na menopausa precoce. (risco 1,32 vez maior). Não ter filhos: O mesmo estudo relacionou a idade da menarca com a nuliparidade (mulheres que menstruaram cedo e não tiveram filhos). As mulheres com menarca precoce e nulíparas (que não tiveram filhos) apresentaram 2 vezes mais risco de entrar na menopausa antes dos 45 anos em comparação com as mulheres que tiveram a menarca aos 12 anos ou mais, e tiveram dois ou mais filhos. Peso abaixo do normal: Um estudo que acaba de sair, publicado no periódico Human Reproduction, revelou que mulheres abaixo do peso em qualquer idade (Índice de Massa Corporal inferior -IMC a 18,5 Kg/m2) tinham um risco de 30% maior de entrar na menopausa antes dos 45 quando comparadas a mulheres com peso normal. Para as mulheres que aos 18 anos tinham um IMC menor que 17,5 kg/m2 o risco era 50% maior. Aos 35, esse risco aumentava para 59%. Outro dado do estudo foi que perda de peso rápidas, por volta de 10 quilos ou mais, entre os 18 e 30 anos, aumentava em 2,4 vezes o risco de ter menopausa precoce. Tabagismo: Vários estudos ao longo dos anos relacionaram o tabagismo com a menopausa precoce. Um estudo publicado Journal of Preventive Medicine and Public Health, mostrou que fumar aumenta em até 1,40 o risco de entrar na menopausa precoce É possível prevenir? “De acordo com a literatura e com as evidências científicas sobre a menopausa precoce, é possível adotar algumas medidas para prevenir que ela aconteça. A primeira recomendação para as mulheres que fumam é procurar tratamento para largar o cigarro, inclusive porque o tabagismo pode levar a uma série de outras patologias, como câncer de mama, por exemplo”, diz Dr. Edvaldo. O médico também recomenda que as mulheres cuidem do peso. “Embora no Brasil temos mais pessoas acima do peso do que abaixo, o ideal é manter uma vida saudável, por meio de uma alimentação equilibrada e prática de atividade física de forma regular. A mulher deve procurar manter o peso ideal para sua composição corporal.  Também é possível atrasar a idade da menarca, caso a menina apresente puberdade precoce”. Sintomas e tratamentos Os sintomas que da menopausa precoce são os mesmos da menopausa que ocorre dentro da idade esperada. Entre eles estão irregularidades no ciclo, ondas de calor, secura vaginal, mudanças no humor, diminuição da libido, entre outros. A menopausa será confirmada após 12 meses ininterruptos sem menstruar. De acordo com Dr. Edvaldo, na menopausa precoce, o acompanhamento deve ser feito para prevenir as consequências bem conhecidas dessa fase da vida mulher. “É importante avaliar a necessidade de reposição hormonal para amenizar os sintomas, como também para prevenir o desenvolvimento da osteoporose e diminuir o risco cardiovascular. O tratamento também deve envolver a melhorara da vida sexual da mulher”, finaliza o ginecologista.

5 passos para lidar com os efeitos do climatério

5 passos para lidar com os efeitos do climatério

Se você tem 40 anos ou mais, atenção! Saiba que você pode estar entrando ou já entrou no climatério, período que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. O climatério é uma transição importante na vida da mulher, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, mas que pode ser vivida com tranquilidade com cuidados especiais. “O climatério pode começar por volta dos 35-40 anos e se estender até a menopausa, ou seja, até a última menstruação da mulher, que fecha esse período. A confirmação ocorre se a mulher ficar 12 meses ininterruptos sem menstruar”, explica o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante. “Apesar das situações que podem ocorrer, o mais importante é que a mulher se informe sobre o climatério e se prepare física e mentalmente para passar por essa transição. Felizmente, hoje é possível aliviar os sintomas e tratar os problemas que podem surgir no climatério, na menopausa e na pós-menopausa visando à melhora da qualidade de vida”, comenta Dr. Edvaldo. Veja agora os principais efeitos do climatério e como lidar com eles:  1-Fogachos: O fogacho é um problema vasomotor associado à queda do nível de estrogênio. A mulher pode sentir uma sensação repentina de calor no rosto e na parte de cima do tórax que se espalha pelo corpo. Há intensa transpiração e a pele pode ficar mais avermelhada devido à dilatação dos vasos. Em seguida, cerca de dois a quatro minutos, há uma queda rápida da temperatura, com sensação de frio ou de calafrios. Isso pode ocorrer várias vezes ao dia e durante a noite, o que pode causar insônia e afetar a qualidade de vida da mulher. Outras condições médicas, como doenças da tireoide, infecção, ou (raramente) câncer também produzem fogachos. Além disso, o uso de medicamentos como tamoxifeno para câncer, raloxifeno para osteoporose e alguns antidepressivos podem causar fogachos.  Os fogachos geralmente aumentam com o estresse e podem estar associados a ansiedade e palpitações (batimentos cardíacos acelerados). A sensação inquietante que antecede um fogacho pode parecer um “ataque de pânico” em algumas mulheres. Como lidar: A terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento mais efetivo para gerenciar os fogachos. Entretanto, nem todas as mulheres tem indicação para repor hormônios. Assim, para aquelas que não podem, recomenda-se praticar atividades físicas, técnicas de relaxamento, adotar uma dieta balanceada e procurar manter o corpo fresco durante o dia e enquanto dorme. 2-Osteoporose: A redução dos níveis de estrogênio leva à perda da massa óssea. Com isso, uma em cada três mulheres irá desenvolver a osteoporose, principalmente na menopausa ou na pós-menopausa. O principal problema ligado à osteoporose são as fraturas e suas consequências, como incapacidade e mortalidade. Como lidar: A prática de atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir e de tratar a osteoporose. Os exercícios devem visar ao aumento da força muscular, da estabilidade, do equilíbrio e da mobilidade. Pilates, por exemplo, é bastante recomendado. A terapia de reposição hormonal também pode ser feita e há outros medicamentos específicos para tratar a osteoporose. 3-Vida Sexual: O estrogênio é responsável pela lubrificação vaginal. Portanto, a diminuição dos níveis do hormônio leva ao ressecamento vaginal. Como consequência, a mulher pode apresentar dor durante a relação sexual (dispareunia). O desejo sexual pode diminuir e pode ser preciso mais tempo nas preliminares para levar à excitação. Como lidar: O ressecamento vaginal é facilmente tratável. O médico pode prescrever hormônios de uso tópico que melhoram a secura vaginal. Além disso, a mulher pode usar gel lubrificante durante as relações e um hidratante vaginal para manter a vagina úmida de maneira prolongada. A queda da libido pode melhorar com a reposição hormonal. 4-Depressão: Ao longo dos anos, estudos mostraram que há uma relação entre a menopausa e o aumento dos sintomas depressivos. Mulheres que apresentam sintomas mais severos no climatério/pós-menopausa, principalmente os fogachos, insônia e aquelas que têm histórico de depressão, correm mais risco de apresentar o transtorno. Como lidar: Buscar apoio psicoterápico e acompanhamento com um psiquiatra são estratégias importantes para lidar com a depressão. Além disso, atividade física, sono adequado e técnicas de relaxamento podem contribuir para prevenir ou para tratar a depressão. A terapia de reposição hormonal também pode ajudar a combater os efeitos do climatério no cérebro, como a depressão e o declínio cognitivo. 5-Aumento do risco cardiovascular: As principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo são o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). São as chamadas doenças cardiovasculares, cuja prevalência é maior nas mulheres na pós-menopausa ou naquelas com 55 anos ou mais. Como lidar: A adoção de hábitos saudáveis é essencial. Manter o peso, praticar atividade física, comer de forma saudável, parar de fumar, beber com moderação, gerenciar o estresse, manter os níveis de colesterol adequados e cuidar da pressão arterial são as principais medidas que podem ser adotadas para prevenir as doenças cardiovasculares. O estrogênio pode atuar como fator de proteção contra as doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis, principalmente quando iniciada logo na transição menopausal. “Acredito que a partir do momento em que a mulher está ciente do que é o climatério, em que idade isso pode acontecer e o que pode ocorrer, pode ser menos desafiador passar pelo processo. Com os recursos certos e de forma individualizada, a mulher pode descobrir que é possível viver plenamente e, em muitos casos, até melhor do antes. Por isso, é fundamental encontrar um médico que procure tratar o climatério de forma global, ou seja, levando em consideração todos os aspectos, como o físico, o emocional e o social”, finaliza Dr. Edvaldo.

Entenda melhor a endometriose profunda

Entenda melhor a endometriose profunda

A endometriose se caracteriza pela presença de tecido endometrial (semelhante ao que reveste a cavidade uterina) fora do útero e atinge de 10 a 15% das mulheres em idade fértil. O tecido cresce em outros locais, se implantando na cavidade pélvica. Quando esses implantes alcançam uma profundidade maior que 0,5 cm e afetam outras estruturas e órgãos, como os ligamentos que sustentam o útero (útero-sacros), a bexiga, ureteres, o espaço entre o reto, útero e vagina (septo reto-vaginal) e o intestino, é chamada de Endometriose Profunda, sendo uma forma agressiva da doença. Segundo o cirurgião ginecológico Dr. Edvaldo Cavalcante, a endometriose profunda é uma forma mais agressiva desta patologia. Sendo assim, há uma severidade maior na manifestação dos sintomas, que pode afetar o bem-estar e qualidade de vida das mulheres. Em casos mais avançados, os implantes podem atingir nervos, diafragma e até pulmões. “A endometriose profunda manifesta-se por meio de diversos sintomas, sendo a dor pélvica crônica a mais importante, assim como a dismenorreia (cólica menstrual), fluxo menstrual abundante e dispareunia (dor durante ou logo depois da relação sexual). Também podem ocorrer dores para urinar, dor no fundo das costas, sangramento anal na época da menstruação e dificuldade para engravidar”, explica Dr. Edvaldo. “Os implantes do tecido endometrial passam por mudanças de acordo com o ciclo menstrual, com sangramentos periódicos. Essas hemorragias induzem a uma intensa reação inflamatória na região pélvica, com formação de aderências e distorção das tubas uterinas e ovários, entre outros impactos. Esse aspecto da endometriose é um dos principais fatores que levam à dor pélvica, que tende a ser pior justamente na época da menstruação”, explica o médico. Diagnóstico O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e em exames de imagem, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal. Além disso, a ressonância magnética é de grande importância no diagnóstico da endometriose. Todo caso é cirúrgico? Atualmente, a cirurgia não é a primeira opção para o tratamento da endometriose. Adota-se uma conduta conservadora, com o uso de medicamentos para controlar os sintomas e suspender a menstruação. “Entretanto, nas mulheres que não respondem ao tratamento hormonal, que apresentam um quadro de dor crônica e crescimento das lesões, há indicação para remoção cirúrgica dos implantes”, explica Dr. Edvaldo. Vale ressaltar que a terapia hormonal usada para tratar a endometriose é contraceptiva. Assim, a cirurgia também pode ser indicada para as mulheres que desejam engravidar. A cirurgia deve sempre ser realizada por um ginecologista especialista em cirurgia endoscópica. Quando há envolvimento do intestino é necessária a participação de uma equipe multidisciplinar – composta por um coloproctologista, além do cirurgião ginecológico. Vários estudos mostram que a remoção das lesões da endometriose, principalmente as que atingem o intestino, está associada a uma melhora significativa dos sintomas gastrintestinais e na qualidade de vida. “Apesar da melhora da dor, é preciso lembrar que a cirurgia não cura a doença, pois a endometriose é uma doença crônica. A taxa de recidiva é muito variável, segundo a literatura, podendo variar de 8 a 20 % em 2 anos e de até 40 % em 5 anos após o tratamento cirúrgico”, comenta o médico. Cirurgia robótica A cirurgia robótica representa o avanço mais significativo em cirurgia minimamente invasiva. “Como a endometriose profunda é complexa devido à penetração das lesões nos órgãos e tecidos, a cirurgia robótica pode ser recomendada. Isso devido ao seu alto nível de detalhamento das estruturas anatômicas e precisão dos movimentos, dando mais conforto e segurança para o cirurgião”, explica Dr. Edvaldo.

6 Possíveis Causas da Dor Pélvica Crônica

6 Possíveis Causas da Dor Pélvica Crônica

Ninguém gosta de sentir dor, muito menos quando a dor se torna crônica. Uma das dores crônicas mais comuns, principalmente entre as mulheres, é a dor pélvica (abaixo do umbigo), que pode estar ou não relacionada à parte ginecológica. Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), a prevalência é alta, mas varia de país para país. Estima-se que possa afetar entre 5.7% a 26.6% das mulheres em todo o mundo. A dor pélvica é classificada como crônica quando a duração dos sintomas é igual ou superior a seis meses. Este é apenas um dos critérios, que também envolve o comprometimento da qualidade de vida, alívio incompleto com tratamentos feitos, perda da função física e sinais de depressão. Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, a dor jamais deve ser ignorada. “Sentir dor é um alerta do nosso corpo de que há algo que precisa ser investigado. Entretanto, muitas mulheres podem se sentir desmotivadas pela demora ou pela falta de um diagnóstico. Outras podem conviver com a dor sem buscar ajuda, por subestimarem os sintomas”. O que fazer? Procurar um médico. A investigação inicial pode ser realizada com o ginecologista. Esse profissional poderá estabelecer o diagnóstico e conduzir o tratamento.  Caso haja a necessidade do auxílio de outro especialista como gastroenterologista, urologista ou fisioterapeuta, por exemplo, o ginecologista fará o encaminhamento para complementação terapêutica. Causas ginecológicas Veja abaixo as principais causas ginecológicas relacionadas à dor pélvica crônica: Endometriose: A dor pélvica é o principal sintoma da endometriose. Ela pode se manifestar de diversas maneiras, como a dismenorreia (cólica menstrual), dor pélvica crônica (cíclica ou acíclica), dispareunia de profundidade (dor durante a relação), alterações intestinais cíclicas (dor à evacuação, sangramento nas fezes, aumento do trânsito intestinal durante o período menstrual), alterações urinárias cíclicas (ardor, perda de sangue na urina, aumento da frequência durante o período menstrual). Mioma: Depois do sangramento, a dor pélvica é o segundo sintoma mais frequente em mulheres que apresentam miomatose uterina. Adenomiose: A adenomiose ocorre quando o endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) invade a musculatura do útero (miométrio). Um dos sintomas é a dor pélvica, que piora no período menstrual. Varizes Pélvicas: Considerada uma das principais causas de dor pélvica crônica, porém pouco conhecida. A varizes pélvicas são causadas pela congestão ou obstrução das veias ao redor do útero. Apresenta maior prevalência em mulheres que tiveram mais de uma gestação. A mulher pode apresentar sensação de peso na região pélvica, principalmente após atividade física ou ao final do dia, dores durante ou após a relação sexual, ou ainda um quadro crônico de dor. Aderências: As aderências pélvicas são faixas de tecido cicatricial que podem se formar após cirurgias ou processos inflamatórios na região pélvica. Em casos mais avançados, essas aderências podem levar ao colamento dos órgãos e se manifestarem com dor pélvica crônica. Tumor anexial: São tumores localizados na região anexial, ou seja, na região onde se situam os ovários e as tubas uterinas. A maioria dos tumores anexiais é de origem ovariana, sendo na maior parte dos casos representados por cistos benignos. Esses tumores geralmente conduzem ao estado de dor e também pode levar ao quadro de dor pélvica crônica. Como vimos, a dor pélvica crônica tem diversas causas. Entretanto, o diagnóstico e o tratamento são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Portanto, se você apresenta dor pélvica há mais de seis meses e não sabe a causa, procure um médico.

Para que serve a histeroscopia cirúrgica?

Para que serve a histeroscopia cirúrgica?

A palavra histero vem do grego e quer dizer útero e scopia significa ver, portanto, a histeroscopia é uma técnica usada para visualizar a cavidade uterina. A histeroscopia pode ser diagnóstica ou cirúrgica. Hoje vamos falar um pouco mais sobre a cirúrgica. A histeroscopia cirúrgica é uma cirurgia minimamente invasiva, feita por meio da inserção de um histeroscópio, extremamente fino, na vagina e no colo do útero até a cavidade uterina. Portanto, é uma cirurgia sem incisões (cortes). Como os histeroscópios têm uma espessura mínima, o médico cirurgião consegue introduzi-los sem dilatação ou com dilatação mínima do colo do útero. Para melhor visualização, o cirurgião utiliza soro fisiológico como meio de distensão da cavidade uterina. O procedimento é guiado por meio de um monitor de vídeo, por isso também pode ser chamada de videohisteroscopia. O que ela pode tratar? A histeroscopia cirúrgica é indicada para tratar diversas condições que afetam o útero. Entre as principais estão: Pólipos endometriais e endocervicais Miomas submucosos Ressecção de sinéquias uterinas Ressecção de septos uterinos Remoção de DIU sem visualização dos fios Remoção de restos ovulares persistentes Ablação endometrial Laqueadura tubária Onde ela é feita? A histeroscopia cirúrgica é feita em ambiente hospitalar. A paciente é anestesiada e o médico irá definir qual a sedação mais adequada, podendo ser anestesia geral ou local (raqui ou peridural). O tempo médio de internação é de 12 horas, podendo ser liberada no mesmo dia do procedimento ou estender de acordo com complicações ou estado geral da paciente. Recuperação A recuperação é rápida, pois não há cortes e isso reduz os quadros dolorosos. Quando a dor aparece, irá lembrar a de uma cólica menstrual e pode ser resolvida com o uso de analgésicos. Pode ocorrer uma pequena perda de sangue nos dias seguintes ao procedimento, o que também é esperado. A mulher pode retomar suas atividades diárias dentro de dois a cinco dias após a cirurgia.