Dança pode ajudar a aliviar os sintomas da endometriose

Dança pode ajudar a aliviar os sintomas da endometriose

Dor pélvica crônica, baixa autoestima, infertilidade, ansiedade e estresse. Estes são apenas alguns dos sintomas e condições ligados à endometriose, doença crônica, que afeta 1 em cada 10 mulheres em idade fértil. Segundo pesquisa realizada pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi), cerca de 90% das mulheres com o diagnóstico de endometriose sentem dor, em algum momento durante o mês. Mais da metade das 3 mil entrevistadas relatam estresse, ansiedade e 34% receberam diagnóstico de depressão. Dança: uma estratégia de enfrentamento De acordo com Dr. Edvaldo, por ser uma doença crônica, a endometriose exige que a mulher adote uma série de estratégias que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida e que ajudem a lidar de uma forma mais positiva com a condição. A dança é uma das melhores atividades físicas para quem sofre com a endometriose, segundo a psicóloga Fátima Bortoletti. “A dança faz uma conexão entre o corpo, as emoções e o cérebro. Isso porque dançar envolve a música, que ativa uma série de conexões neurais que fazem também uma conexão também motora com o corpo, estimulando a liberação de hormônios como a dopamina e a ocitocina, que geram sensação de prazer e bem-estar”, comenta Fátima. “O que nem todo mundo sabe é que os hormônios que a dança ajuda a liberar são mais fortes do que àqueles ligados ao mecanismo da dor. Como a dor é uma queixa muito constante nas mulheres com endometriose, a prática da dança pode ajudar a aliviar a dor, além de contribuir para a redução da ansiedade e do estresse”, comenta Fátima. Autoestima e interação social Como a pesquisa mostrou, a autoestima é o aspecto mais afetado pela endometriose. Além disso, 84% das mulheres entrevistadas citaram que deixam de realizar uma série de atividades por conta da doença, como por exemplo, sair com os amigos ou com o parceiro. “A dança, além de todos os benefícios já citados, também é uma atividade que promove a interação social. Muitas mulheres acabam se isolando socialmente, como mostrou a pesquisa e isso pode piorar os sintomas depressivos ou ansiosos. Portanto, dançar pode ser uma ótima estratégia para lidar com a endometriose de uma forma mais positiva”, cita Fátima. Segundo a psicóloga, a mulher deve procurar o estilo de dança quem mais combina com seu perfil. “A dança de salão é ótima, porque promove a interação social. Mas, o que importa mesmo é dançar, seja na sala de casa, em uma casa noturna ou em uma academia”, comenta a psicóloga. Outros recursos Entretanto, a dança é apenas um dos recursos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher com o diagnóstico da endometriose. “A dança é excelente, mas é importante que a mulher também pratique a meditação terapêutica em conjunto com a dança, além de outras intervenções”, cita Fátima. Fátima cita que mulheres com endometriose podem procurar profissionais especialistas em psiconeuroendocrinoimunologia, uma ciência interdisciplinar que estuda a ligação da mente, do comportamento e dos sistemas imunológico e endócrino. “Os pensamentos e as emoções afetam a resposta imunológica do corpo, o que impacta na saúde física. Para lidar com doenças crônicas é preciso prestar muita atenção às emoções e atitudes, pois elas afetam toda a bioquímica do organismo. Para a endometriose isso é fundamental, já que é uma doença ligada tanto aos hormônios, quanto ao sistema imunológico. Assim, recursos que possam melhorar ou equilibrar essa bioquímica são benéficos para essas mulheres”, finaliza Fátima.

Atividade física é fundamental para o tratamento da endometriose

Atividade física é fundamental para o tratamento da endometriose

A endometriose é uma doença crônica que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil. A infertilidade e a dor pélvica crônica são os principais sintomas da doença. A endometriose afeta de forma significativa a qualidade de vida de quem recebe este diagnóstico. O principal objetivo do tratamento, que pode ser medicamentoso ou cirúrgico, é reduzir a dor e/ou resgatar a fertilidade. Entretanto, os medicamentos usados no combate à endometriose podem conter hormônios e, portanto, podem levar ao aumento do peso e à retenção de líquidos. Uma recomendação fundamental para as mulheres diagnosticadas com endometriose é adotar hábitos de vida saudáveis, entre eles a prática regular de uma atividade física. Segundo pesquisa realizada pelo cirurgião ginecológico, Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (GAPENDI), das 3 mil brasileiras com endometriose que responderam ao questionário, apenas 31% praticam algum exercício regularmente. “Infelizmente, o nível de sedentarismo na população brasileira é alto. A vida agitada das grandes capitais leva as pessoas a caminharem menos e a ficarem mais tempo sentadas. Porém, a prática de uma atividade física é essencial para todos, inclusive para quem tem uma doença crônica como a endometriose”, comenta Dr. Edvaldo. Encontre um exercício para chamar de seu Segundo um estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science, um programa de oito semanas de exercícios foi eficaz na redução da dor e na melhora de anormalidades posturais relacionadas às dores pélvicas. “O que ocorre é que a dor pélvica pode levar a mulher a adotar uma postura mais curvada, levando a uma cifose (corcunda). Portanto, se ela pratica uma atividade física que trabalhe a postura, por exemplo, como o Pilates, é esperado que esse aspecto melhore”, comenta Marília Gabriela, portadora de endometriose e coordenadora do Gapendi. Outro ponto é que atividades físicas ajudam o organismo a produzir dois neurotransmissores, a serotonina e a dopamina. A primeira traz sensação de bem-estar e ajuda a aliviar a ansiedade, presente em 50% das entrevistadas na pesquisa, por exemplo. A serotonina também ajuda a regular as vias sensoriais ligadas à dor e, pode, portanto, contribuir no controle da dor. A dopamina também fica mais disponível por meio dos exercícios e ajuda na sensação de prazer e bem-estar, assim como atua na memória, humor e concentração. Controle do peso Para as mulheres que usam hormônios para tratar a endometriose, a prática regular de um exercício é um aliado importante para ajudar no controle do peso. “A alimentação deve ser balanceada, mas é ideal somar à dieta alguma atividade física. Lembrando que esses bons hábitos não servem apenas para o tratamento da endometriose, mas contribuem também para que a mulher previna condições futuras, como as doenças cardiovasculares, muito comuns na menopausa”, acrescenta Dr. Edvaldo. Como escolher uma atividade física Em primeiro lugar, é preciso optar por uma atividade ou exercício que esteja alinhado com o perfil individual. Caminhada, natação, Pilates, musculação, treinos funcionais, dança, ciclismo. O importante é a regularidade e o prazer envolvido na escolha. O ideal é procurar se exercitar pelo menos 30 minutos por dia ou 60 minutos de 3 a 4 vezes por semana.  “Tudo na vida é uma questão de hábitos. Quando a pessoa é sedentária, pode ser mais difícil no começo, mas depois, certamente o tempo irá mostrar os benefícios para a saúde como um todo, sendo ainda uma estratégia importante para lidar com a endometriose”, conclui Dr. Edvaldo.

Vitamina D pode prevenir desenvolvimento de miomas

Vitamina D pode prevenir desenvolvimento de miomas

Você já deve ter ouvido falar que a vitamina D é essencial para a sua saúde, principalmente para prevenir a osteoporose. Deve saber também que a melhor maneira de ativar a síntese desse nutriente é tomando sol. A vitamina D é um importante hormônio produzido a partir da alimentação e, principalmente (90%) pela pele, por meio à exposição a radiação UVB dos raios solares. Entretanto, a novidade é que estudos têm demonstrado que mulheres com miomas, em geral, apresentam deficiência da vitamina D. Seria então a vitamina D um fator de proteção contra os miomas? Segundo um estudo publicado no jornal científico Fertility and Sterility, a deficiência de vitamina D desempenha um papel significativo no desenvolvimento de miomas uterinos. Os pesquisadores apontaram que a vitamina D3 (um dos tipos do nutriente) reduz a proliferação de células do leiomioma in vitro e o crescimento dos tumores em modelos animais in vivo. No estudo, as mulheres com menores níveis da substância apresentaram casos mais graves de miomas. Já as mulheres com níveis suficientes de vitamina D eram menos propensas a desenvolverem os tumores. Você pode estar se perguntando, como uma vitamina, conhecida por proteger seus ossos, pode proteger seu útero contra os miomas? A explicação é que a vitamina D exerce ações diretas ou indiretas em mais de 200 genes envolvidos na regulação do ciclo celular. Ela participa de diversos processos no organismo, incluindo a regulação da proliferação e diferenciação celular, a angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos a partir dos já existentes) e a apoptose (morte celular programada). Ou seja, todos esses processos participam do desenvolvimento de um tumor, que nada mais é do que o crescimento anormal e desordenado das células. Para corroborar a tese, um estudo publicado em março deste ano, no BMJ, feito com 33.736 pessoas, que foram acompanhadas durante 16 anos, mostrou que níveis adequados da vitamina D reduziram o risco de desenvolver um câncer em 20%. Como saber se você tem bons níveis da vitamina D? Segundo estudos internacionais, estima-se que aproximadamente 40% dos adultos apresentam a hipovitaminose D, cujo principal fator é a falta de exposição solar.  “O Brasil está abaixo da linha do Equador, portanto aqui a incidência dos raios solares é maior e temos mais dias ensolarados do que os países localizados no hemisfério norte. Mesmo assim, poucas pessoas têm o costume de tomar sol por conta os riscos do câncer de pele e do fotoenvelhecimento”, explica o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante. Mas, o médico alerta: tomar sol é fundamental! “Infelizmente, pelos hábitos da sociedade moderna, como trabalhos em lugares fechados e menos tempo ao ar livre podem levar à deficiência da vitamina. Portanto, a recomendação é tomar sol, de preferência com braços e pernas expostos, durante 20 minutos”. Como ou sem protetor? Este é um assunto controverso no meio médico. Alguns estudos dizem que o protetor atrapalha a absorção dos raios UVB pela pele. Mas, em maio deste ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia apresentou um estudo revelando que o uso do filtro solar não impacta na absorção do nutriente. Segundo a pesquisa, a pessoa pode usar o protetor solar e tomar até às 10h ou depois das 16h. Como saber se tenho deficiência? “Para ver se os níveis da vitamina D estão bons, é possível fazer exames de sangue. Há suplementos que podem ser indicados, mas é preciso cuidado na administração, pois em altas quantidades, a substância pode ser prejudicial, por isso, somente o médico pode fazer essa avaliação e prescrever a suplementação”, diz o médico. Quanto à prevenção dos miomas, os estudos devem continuar para esclarecer melhor os mecanismos da vitamina D na formação dos tumores e para investigar se a substância pode ajudar no tratamento dos miomas. Enquanto isso, que tal investir na sua alimentação e tomar sol? Na prática é assim: você coloca alimentos ricos em vitamina D no seu prato, mas para que ela seja absorvida e sintetizada pelo seu organismo, você precisa tomar sol! Veja uma lista dos alimentos ricos em vitamina D: Ostras Salmão, arenque, atum ou sardinha Ovos Fígado de boi ou de galinha Laranja Cogumelos (shitake) Leite e derivados

Ansiedade está presente em 50% das mulheres com endometriose, segundo pesquisa

Ansiedade está presente em 50% das mulheres com endometriose, segundo pesquisa

De acordo com recente pesquisa feita pelo ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (GAPENDI), 50% das mais de 3 mil mulheres que responderam ao estudo foram diagnosticadas com o transtorno da ansiedade generalizada. Outras 34% receberam o diagnóstico de depressão. A pesquisa corroborou dados de vários estudos internacionais feitos ao longo dos anos, que mostraram que a endometriose pode levar ao desenvolvimento de transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão, por exemplo. Segundo Dr. Edvaldo, a cronicidade da endometriose é o principal fator de risco para os transtornos mentais, juntamente com a dor pélvica crônica e a infertilidade. “Uma doença crônica como a endometriose requer diversos cuidados com a saúde e causa preocupações que podem elevar o nível do estresse. A tensão já começa na busca pelo diagnóstico, que pode levar em média oito anos aqui no Brasil, de acordo com nossa pesquisa, sendo a média mundial sete anos. Passar por vários médicos pode ser desgastante, principalmente quando as queixas são desvalorizadas e há dificuldade em confirmar as suspeitas”, diz o médico. Impacto do diagnóstico Um momento que é de grande importância é o do diagnóstico, pois pode aumentar o estresse e a ansiedade. “Ao receber a notícia, a mulher se dá conta que tem uma doença incurável, que pode afetar diversos aspectos da sua vida, como o trabalho, os estudos, a vida social, o relacionamento e, para algumas, o sonho de ser mãe, por exemplo”, comenta a coordenadora do Gapendi, Marília Gabriela. “A notícia deve ser dada com muito zelo por parte do médico e é interessante que a mulher seja aconselhada a procurar ajuda psicoterápica para lidar com o impacto inicial do diagnóstico”, comenta Dr. Edvaldo. Entretanto, isso não é uma realidade no Brasil. A pesquisa mostrou que apenas 24% das entrevistadas foram orientadas a procurar um psicólogo/terapia e só 13% o fazem. Lidando positivamente com a endometriose Os estudos também mostram que não são todas as mulheres com endometriose que irão desenvolver transtornos psiquiátricos por conta da doença. “Existem fatores protetores e fatores de risco envolvidos na ansiedade e na depressão. Há mulheres com histórico familiar destas doenças ou que já tinham o diagnóstico anteriormente ao da endometriose. Mulheres com histórico prévio de baixa autoestima e problemas com a imagem corporal também podem ter um risco maior quando o assunto é ansiedade”, comenta Dr. Edvaldo. Por outro lado, mulheres sem histórico familiar ou pessoal de ansiedade ou de depressão e que têm uma boa autoestima, assim como aquelas com relacionamentos afetivos estáveis podem estar mais protegidas, segundo os estudos. As pesquisas sugerem que nestes casos há maior facilidade em ressignificar o diagnóstico e reorganizar a vida para conviver com a doença. Dor é o principal fator de risco De todos os achados sobre o impacto da endometriose na saúde mental, o mais importante, segundo os estudos, é a gravidade da dor pélvica crônica. “Segundo a nossa pesquisa, 91% das brasileiras com endometriose sentem dor em algum momento, sendo que 34% delas sofrem durante 15 dias no mês, entre a ovulação e a menstruação. Certamente, conviver com a dor de forma crônica é o aspecto mais difícil de lidar na endometriose”, comenta Marília. Estratégias e recursos Veja agora algumas dicas que podem prevenir quadros de ansiedade e depressão, assim como podem ajudar a gerenciar o estresse e a lidar melhor com a endometriose: Procure ajuda: O aconselhamento de um terapeuta/psicólogo é fundamental no momento do diagnóstico. Cuide da alimentação: Há estudos que mostram que a alimentação ajuda muito no tratamento e no controle da dor. Leia mais aqui: Pratique atividade física: Além de ajudar a controlar o peso que pode aumentar por conta do tratamento da endometriose, a atividade física libera substâncias que levam ao prazer e ao bem-estar, diminuem o estresse e ajudam a controlar a ansiedade. Controle a dor: Converse com seu médico. O principal objetivo do tratamento é controlar a dor e isso é possível, seja por meio de cirurgia ou de medicamentos. Gerencie o estresse: encontre uma atividade que você goste de fazer, tenha momentos de lazer, pratique meditação ou qualquer hobby que ajude você a controlar a ansiedade o estresse. Compartilhe sua história: Compartilhar sentimentos, angústias, história pessoal ou dúvidas com outras mulheres que têm endometriose pode ser muito bom. Além do Gapendi, há vários outros grupos espalhados pelo Brasil. Ref: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28854724

Autoestima é o aspecto mais afetado pela endometriose nas brasileiras, segundo pesquisa

Autoestima é o aspecto mais afetado pela endometriose nas brasileiras, segundo pesquisa

Saúde física e mental aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente No dia 8 de maio é celebrado o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose. A doença afeta cerca de 15% das mulheres em idade fértil e, apesar de ser uma patologia ginecológica, causa danos à saúde de maneira global. Segundo pesquisa realizada pelo cirurgião ginecológico, Dr. Edvaldo Cavalcante, em parceria com o Gapendi (Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade), com 3 mil mulheres brasileiras portadoras de endometriose, a autoestima é o aspecto mais afetado pela doença nas mulheres brasileiras. No top 5 do ranking, aparecem autoestima, saúde física, saúde mental, vida sexual e vida financeira como as principais áreas da vida afetadas pela endometriose. Autoestima Segundo a coordenadora do Gapendi, Marília Gabriela, uma das explicações para as mulheres elegerem a autoestima como a área mais afetada é que o tratamento clínico é feito com hormônios que podem levar ao ganho de peso. “A endometriose também pode provocar inchaço abdominal, deixando a barriga mais saliente. Mesmo que a mulher tenha hábitos saudáveis, pode ser mais difícil perder e manter o peso devido a estes fatores”. A autoestima também é afetada de acordo com as cicatrizes deixadas pelas cirurgias. A pesquisa mostrou que 55% das entrevistas já realizaram pelo menos uma cirurgia e 26% duas cirurgias para tratar a doença. Não menos importante é o fato de que 55% das mulheres com endometriose apresentam infertilidade. “E nada mais impactante para uma mulher do que a impossibilidade de gerar uma vida quando este é o seu desejo”, diz Marília. Saúde física e mental A dor afeta 90% das mulheres entrevistadas, sendo o sintoma mais comum relatado pelas mulheres que sofrem com a endometriose. Além da dor pélvica, muitas pacientes apresentam comorbidades, como síndrome do intestino irritável, fadiga, infecção de urina, abortos de repetição, dores nas costas, dores nas pernas, etc. Quanto à saúde mental, cerca de 50% das mulheres entrevistadas foram diagnosticadas com ansiedade e 30% com depressão. O estresse também afeta mais da metade das mulheres com endometriose. Infelizmente, a maioria não tem apoio psicológico para lidar com a doença. Vida Sexual A dor durante o ato sexual, chamada de dispareunia, é um dos principais fatores que prejudicam a vida sexual de mulheres com endometriose e está presente em mais da metade dos casos. Outro ponto é que a endometriose é um fator de risco para desenvolver essa condição. Vida Financeira A pesquisa revelou que 50% das brasileiras com endometriose se ausenta do trabalho de uma a três vezes por mês, cerca de 23% das entrevistadas já ficaram afastadas por mais de 15 dias e 14% revelaram já terem sido demitidas por causa da doença. Outras não conseguem trabalhar. Todos estes fatores afetam a renda da mulher, assim como seu crescimento profissional. Tratamento pode melhorar qualidade de vida Embora a endometriose afete todos os aspectos da vida da mulher, o tratamento correto pode levar à melhora da qualidade de vida. O tratamento, seja clínico ou cirúrgico, visa à melhora da dor, que é o sintoma que costuma ser mais desconfortável, mas muito diversificado, de acordo com o grau da endometriose. Porém, quando a dor é gerenciada e controlada, os outros aspectos da vida acabam melhorando. Sem dor, a mulher pode levar uma vida normal e realizar todas as atividades que deseja. Felizmente, é possível controlar a dor na maioria dos casos de endometriose.

Pesquisa revela que 1 em cada 4 mulheres com endometriose sente dor quase todos os dias

Pesquisa revela que 1 em cada 4 mulheres com endometriose sente dor quase todos os dias

A endometriose é uma doença crônica, sem cura, que atinge de 10 a 15% das mulheres em idade fértil. Para traçar um perfil das pacientes e entender melhor os impactos da endometriose na vida das mulheres brasileiras, o Gapendi (Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade), juntamente com o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, especialista no tratamento clínico e cirúrgico da endometriose, realizaram uma pesquisa com 3 mil mulheres, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2018. Confira abaixo os resultados. Diagnóstico e Tratamento A pesquisa brasileira confirmou o que a literatura internacional mostra: o diagnóstico da endometriose é demorado. Por aqui, 38% das mulheres demoram de 5 a 8 anos para ter a confirmação, sendo que 14% demoram mais de 8 anos. A média mundial é de 7 anos. Além da demora no diagnóstico, as entrevistadas afirmaram que tiveram de passar por vários médicos até chegar a um especialista capaz de dar a palavra final e tratar adequadamente a condição. No Brasil, a pesquisa mostrou que 74,8% das mulheres precisaram visitar mais de 3 médicos para receber a confirmação do diagnóstico.  Em relação ao tratamento, 7 em cada 10 mulheres com endometriose precisaram fazer ao menos uma cirurgia para tratar a doença. Dor crônica Um dos aspectos que mais impactam na qualidade de vida das mulheres com endometriose é a dor. E esse sintoma faz parte, quase que diariamente, da vida de 25% das entrevistadas. E para 35% delas, a dor está presente cerca de 15 dias por mês. “Embora algumas mulheres sejam assintomáticas, essa pesquisa mostrou que no Brasil a maioria das pacientes sente dor. A dor é um dos sintomas que mais afetam a saúde física e emocional das mulheres, podendo inclusive impedi-las de realizar as atividades mais básicas, como trabalhar, estudar, namorar, entre outras”, comenta Dr. Edvaldo. E a pesquisa corroborou essa informação: 8 em cada 10 mulheres afirmaram que já deixaram de trabalhar, namorar, sair com amigos, brincar com os filhos, limpar a casa, entre outras atividades cotidianas, devido à endometriose. Vida profissional Como qualquer doença crônica, a endometriose interfere negativamente na vida profissional das mulheres com esta condição. A pesquisa revelou que 6 em cada 10 faltam ou já faltaram ao trabalho devido ao tratamento ou à dor. E tem mais: 48% das entrevistadas já precisaram entrar no auxílio-doença, pelo menos uma vez. “Esses dados confirmam o que os estudos internacionais já demonstraram: as mulheres com endometriose, quando comparadas à população saudável, têm uma renda menor e um importante impacto financeiro por conta da doença”, reflete Marília Gabriela, uma das fundadoras do Gapendi, que chegou a ficar cinco anos afastada do trabalho devido às complicações da endometriose. Estigma A maioria das mulheres, 55,8%, afirmou que a família, os colegas de trabalho e os amigos não entendem o que é conviver com a doença. Segundo a maioria das entrevistadas, as pessoas próximas consideram as queixas como “frescura” ou “exagero”, o que contribui para estigmatizar ainda mais a condição. “Boa parte das mulheres sente cólicas menstruais e sempre ouvimos falar que isso é normal. Porém, as cólicas nas mulheres que têm endometriose são muito intensas e incapacitantes, não passam com analgésicos simples e compressas mornas. Muitas vezes, é preciso ir para a emergência de um hospital para ter alívio da dor. O estigma da “frescura” ou do “exagero” é reforçado por quem não conhece a doença e afeta ainda mais o estado psicológico das mulheres que são atingidas pela doença”, reflete Marília. Comorbidades A endometriose é uma doença que não vem só. Ela traz consigo outras condições de saúde, ou seja, comorbidades. A pesquisa mostrou que 50% das entrevistadas recebeu o diagnóstico de ansiedade e estresse e um terço de depressão. Já a infertilidade, outro aspecto importante da endometriose, atinge 55% das mulheres brasileiras diagnosticadas com a patologia. Apesar do impacto na saúde mental, a pesquisa revelou que a maioria das portadoras de endometriose não é orientada a procurar apoio psicoterápico para lidar com a doença e metade daquelas que são orientadas não o faz por falta de recursos financeiros. Como as brasileiras lidam com a endometriose É na internet, mais especificamente nos grupos de ajuda, que 67% das brasileiras com endometriose encontram apoio para lidar com a doença. Para Marília Gabriela, diagnosticada com a endometriose em 2008, esse é um dado muito importante. “O Gapendi foi criado em 2009 por mulheres com endometriose que passavam pelas mesmas dificuldades, como falta de médicos especialistas, dores, falta de apoio, preconceito, etc. Se hoje a doença ainda é incompreendida, imagine há 10 anos”. “Quando a mulher descobre a endometriose se sente muito perdida e sozinha e pode até questionar se o diagnóstico está correto. Nos grupos, essa mulher se sente acolhida e percebe que não está sozinha, uma ajuda a outra. Inclusive, nosso grupo e os demais preenchem essa lacuna da falta de acesso à psicoterapia”, comenta Marília. Por último e não menos importante, a pesquisa trouxe um ranking das áreas mais afetadas pela endometriose. Em primeiro lugar ficou a autoestima. “A endometriose afeta muito nossa autoestima. O tratamento clínico é feito com hormônios que engordam. Muitas apresentam inchaço abdominal intenso. Outras precisam passar por diversas cirurgias e, em muitos casos, tirar os órgãos reprodutores. Isso pode impactar, por exemplo, na impossibilidade de ter filhos e gera um sentimento de incapacidade, de ser menos mulher”, comenta Marília.

Entenda melhor a endometriose profunda

Entenda melhor a endometriose profunda

A endometriose se caracteriza pela presença de tecido endometrial (semelhante ao que reveste a cavidade uterina) fora do útero e atinge de 10 a 15% das mulheres em idade fértil. O tecido cresce em outros locais, se implantando na cavidade pélvica. Quando esses implantes alcançam uma profundidade maior que 0,5 cm e afetam outras estruturas e órgãos, como os ligamentos que sustentam o útero (útero-sacros), a bexiga, ureteres, o espaço entre o reto, útero e vagina (septo reto-vaginal) e o intestino, é chamada de Endometriose Profunda, sendo uma forma agressiva da doença. Segundo o cirurgião ginecológico Dr. Edvaldo Cavalcante, a endometriose profunda é uma forma mais agressiva desta patologia. Sendo assim, há uma severidade maior na manifestação dos sintomas, que pode afetar o bem-estar e qualidade de vida das mulheres. Em casos mais avançados, os implantes podem atingir nervos, diafragma e até pulmões. “A endometriose profunda manifesta-se por meio de diversos sintomas, sendo a dor pélvica crônica a mais importante, assim como a dismenorreia (cólica menstrual), fluxo menstrual abundante e dispareunia (dor durante ou logo depois da relação sexual). Também podem ocorrer dores para urinar, dor no fundo das costas, sangramento anal na época da menstruação e dificuldade para engravidar”, explica Dr. Edvaldo. “Os implantes do tecido endometrial passam por mudanças de acordo com o ciclo menstrual, com sangramentos periódicos. Essas hemorragias induzem a uma intensa reação inflamatória na região pélvica, com formação de aderências e distorção das tubas uterinas e ovários, entre outros impactos. Esse aspecto da endometriose é um dos principais fatores que levam à dor pélvica, que tende a ser pior justamente na época da menstruação”, explica o médico. Diagnóstico O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e em exames de imagem, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal. Além disso, a ressonância magnética é de grande importância no diagnóstico da endometriose. Todo caso é cirúrgico? Atualmente, a cirurgia não é a primeira opção para o tratamento da endometriose. Adota-se uma conduta conservadora, com o uso de medicamentos para controlar os sintomas e suspender a menstruação. “Entretanto, nas mulheres que não respondem ao tratamento hormonal, que apresentam um quadro de dor crônica e crescimento das lesões, há indicação para remoção cirúrgica dos implantes”, explica Dr. Edvaldo. Vale ressaltar que a terapia hormonal usada para tratar a endometriose é contraceptiva. Assim, a cirurgia também pode ser indicada para as mulheres que desejam engravidar. A cirurgia deve sempre ser realizada por um ginecologista especialista em cirurgia endoscópica. Quando há envolvimento do intestino é necessária a participação de uma equipe multidisciplinar – composta por um coloproctologista, além do cirurgião ginecológico. Vários estudos mostram que a remoção das lesões da endometriose, principalmente as que atingem o intestino, está associada a uma melhora significativa dos sintomas gastrintestinais e na qualidade de vida. “Apesar da melhora da dor, é preciso lembrar que a cirurgia não cura a doença, pois a endometriose é uma doença crônica. A taxa de recidiva é muito variável, segundo a literatura, podendo variar de 8 a 20 % em 2 anos e de até 40 % em 5 anos após o tratamento cirúrgico”, comenta o médico. Cirurgia robótica A cirurgia robótica representa o avanço mais significativo em cirurgia minimamente invasiva. “Como a endometriose profunda é complexa devido à penetração das lesões nos órgãos e tecidos, a cirurgia robótica pode ser recomendada. Isso devido ao seu alto nível de detalhamento das estruturas anatômicas e precisão dos movimentos, dando mais conforto e segurança para o cirurgião”, explica Dr. Edvaldo.

6 Possíveis Causas da Dor Pélvica Crônica

6 Possíveis Causas da Dor Pélvica Crônica

Ninguém gosta de sentir dor, muito menos quando a dor se torna crônica. Uma das dores crônicas mais comuns, principalmente entre as mulheres, é a dor pélvica (abaixo do umbigo), que pode estar ou não relacionada à parte ginecológica. Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), a prevalência é alta, mas varia de país para país. Estima-se que possa afetar entre 5.7% a 26.6% das mulheres em todo o mundo. A dor pélvica é classificada como crônica quando a duração dos sintomas é igual ou superior a seis meses. Este é apenas um dos critérios, que também envolve o comprometimento da qualidade de vida, alívio incompleto com tratamentos feitos, perda da função física e sinais de depressão. Segundo o ginecologista Dr. Edvaldo Cavalcante, a dor jamais deve ser ignorada. “Sentir dor é um alerta do nosso corpo de que há algo que precisa ser investigado. Entretanto, muitas mulheres podem se sentir desmotivadas pela demora ou pela falta de um diagnóstico. Outras podem conviver com a dor sem buscar ajuda, por subestimarem os sintomas”. O que fazer? Procurar um médico. A investigação inicial pode ser realizada com o ginecologista. Esse profissional poderá estabelecer o diagnóstico e conduzir o tratamento.  Caso haja a necessidade do auxílio de outro especialista como gastroenterologista, urologista ou fisioterapeuta, por exemplo, o ginecologista fará o encaminhamento para complementação terapêutica. Causas ginecológicas Veja abaixo as principais causas ginecológicas relacionadas à dor pélvica crônica: Endometriose: A dor pélvica é o principal sintoma da endometriose. Ela pode se manifestar de diversas maneiras, como a dismenorreia (cólica menstrual), dor pélvica crônica (cíclica ou acíclica), dispareunia de profundidade (dor durante a relação), alterações intestinais cíclicas (dor à evacuação, sangramento nas fezes, aumento do trânsito intestinal durante o período menstrual), alterações urinárias cíclicas (ardor, perda de sangue na urina, aumento da frequência durante o período menstrual). Mioma: Depois do sangramento, a dor pélvica é o segundo sintoma mais frequente em mulheres que apresentam miomatose uterina. Adenomiose: A adenomiose ocorre quando o endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) invade a musculatura do útero (miométrio). Um dos sintomas é a dor pélvica, que piora no período menstrual. Varizes Pélvicas: Considerada uma das principais causas de dor pélvica crônica, porém pouco conhecida. A varizes pélvicas são causadas pela congestão ou obstrução das veias ao redor do útero. Apresenta maior prevalência em mulheres que tiveram mais de uma gestação. A mulher pode apresentar sensação de peso na região pélvica, principalmente após atividade física ou ao final do dia, dores durante ou após a relação sexual, ou ainda um quadro crônico de dor. Aderências: As aderências pélvicas são faixas de tecido cicatricial que podem se formar após cirurgias ou processos inflamatórios na região pélvica. Em casos mais avançados, essas aderências podem levar ao colamento dos órgãos e se manifestarem com dor pélvica crônica. Tumor anexial: São tumores localizados na região anexial, ou seja, na região onde se situam os ovários e as tubas uterinas. A maioria dos tumores anexiais é de origem ovariana, sendo na maior parte dos casos representados por cistos benignos. Esses tumores geralmente conduzem ao estado de dor e também pode levar ao quadro de dor pélvica crônica. Como vimos, a dor pélvica crônica tem diversas causas. Entretanto, o diagnóstico e o tratamento são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Portanto, se você apresenta dor pélvica há mais de seis meses e não sabe a causa, procure um médico.

Endometriomas estão relacionados a estágio avançado da endometriose

Endometriomas estão relacionados a estágio avançado da endometriose

A endometriose, doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, pode atingir os ovários. Quando isso acontece formam-se os chamados endometriomas, também conhecidos como cistos de chocolate, designados assim devido ao seu conteúdo espesso e escuro. Estima-se que de 17 a 44% das mulheres com endometriose apresentam o endometrioma. Os ovários, juntamente com o fundo de saco de Douglas (espaço anatômico localizado entre o útero e reto nas mulheres), são as localizações mais comuns da endometriose. De todos os cistos ovarianos que necessitam de cirurgia, os endometriomas representam 35% e estão associados a um estágio avançado da endometriose. Como surge o endometrioma Segundo o ginecologista, obstetra e cirurgião ginecológico, Dr. Edvaldo Cavalcante, o endometrioma começa a se formar com o implante de pequenas células do endométrio na superfície do ovário. “Com o passar do tempo, essas células podem crescer e se transformar em um endometrioma. Estes cistos são formados por tecido denso, com conteúdo escuro e espesso. Dificilmente se rompem ou são absorvidos pelo organismo”, explica. Sintomas dependem do tamanho “ O endometrioma é uma causa muito comum de dor pélvica, porém cistos menores que 3 cm dificilmente causam sintomas. Em geral, dispareunia (dor na relação sexual), dismenorreia (cólica menstrual), dor mais intensa durante a ovulação e subfertilidade são sintomas associados ao endometrioma”, explica Dr. Edvaldo. Endometrioma pode levar à subfertilidade Segundo Dr. Edvaldo, o endometrioma pode levar à subfertilidade, ou seja, ao tipo de infertilidade que pode ser reversível e permitir a concepção natural. “Estudos sugerem que os mecanismos da subfertilidade associados ao endometrioma têm ligação com as mudanças na foliculogênese (formação dos folículos ovarianos); insuficiência luteínica e luteinização (formação do corpo lúteo) sem a ruptura folicular”. “Outra questão importante é que a região em torno do endometrioma é menos vascularizada, o que a deixa mais sujeita ao estresse oxidativo, o que parece afetar os folículos ovarianos. Por fim, a endometriose também impacta na qualidade dos ovócitos, as células sexuais que dão origem aos óvulos”, explica o médico. Ultrassom transvaginal pode detectar endometrioma Muitas vezes, o endometrioma pode ser evidente ao exame físico quando o médico encontra uma massa palpável, quase sempre acompanhada de outros sintomas sugestivos de endometriose. Para confirmar a suspeita, é solicitado um ultrassom transvaginal que tem altas taxas de sensibilidade e especificidade para diagnosticar um endometrioma, além de ser um método não invasivo e de custo acessível. Tratamento: alívio da dor é principal objetivo O alívio da dor é um dos principais objetivos do tratamento do endometrioma. Além disso, é feito também para prevenir complicações, como torção ou rotura, assim como para excluir malignidade, para melhorar a subfertilidade e para preservar a função ovariana. “Nas pacientes assintomáticas e com endometriomas menores que 3 cm, a conduta é conservadora, feita com acompanhamento clínico e com medicamentos, se necessário. Porém, a retirada cirúrgica do endometrioma é a abordagem mais eficaz para atingir os objetivos terapêuticos”, explica Dr. Edvaldo. Entretanto, o especialista ressalta que a recorrência do endometrioma após a cirurgia pode ser de 6 a 30% em 1-5 anos. Muito ainda se discute sobre as causas de recidiva e fatores predisponentes, os quais ainda permanecem incertos.  O estágio da endometriose e a idade da mulher no momento da cirurgia – quanto mais avançada a doença e mais jovem a paciente, maior o risco de recidiva. A supressão da menstruação com hormônios (amenorreia – não menstruar) após a cirurgia  e técnica cirúrgica diferenciada podem diminuir a taxa de  recidiva. “É importante que a cirurgia seja feita por um médico especializado, pois é preciso evitar ao máximo agredir o tecido ovariano para não comprometer seu funcionamento. Devemos lembrar ainda que o endometrioma pode ser apenas a ponta do iceberg, ou seja, pode ser a parte visível da patologia, pois durante a cirurgia podemos nos deparar com um estágio mais avançado da doença do que o esperado. Por isso, é preciso realizar uma avaliação mais detalhada previamente à cirurgia, para melhor planejamento do procedimento cirúrgico”, conclui o médico.